ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura
Enviada em 18/02/2021
“Ler não serve para nada”. Em analogia, o colunista brasileiro, Diogo Mainard, afirma, de maneira irônica, que ler não serve para um país com abismo educacional e pouco hábito de leitura. Visto que, a leitura pode transformar qualquer realidade, mas para tal é de suma relevância um ajuste nos investimentos voltados a educação, como também uma mudança no hábito da leitura nos lares brasileiros.
Primordialmente, ao analisar o cerne da questão, vê-se que em um país capitalista e globalizado como o Brasil, a um grande nível de desigualdade entre aqueles com maiores e menores rendas. A exemplo, tem-se os índices do SARESP, nele fica evidente a disparidade entre escolas públicas localizadas em diferentes locais em uma mesma região, como a periferia e os bairros nobres. Nesse ínterim, é valido ressaltar que a Constituição Federal de 1988, que assegura uma educação de qualidade a todos os cidadãos, esta sendo negligenciada.
Outrossim, Jonh Lock, considerado o pai do liberalismo, sustenta que: “A influência do exemplo é penetrantíssima na alma”, logo pais leitores formam filhos leitores. Ademais, o escritor Moacyr Scliar em seu poema, “O poder das letras”, deixa claro a influência de sua mãe em sua profissão, ressaltando a importância de ler no âmbito familiar. É de salientar que ler transfaz as pessoas, modificando o senso comum e tornando-as cidadãos ativos e críticos perante as negligências de um parlamento.
Por fim, a leitura é uma janela para o entendimento da vida e tem como uma de suas funções, legitimar a cidadania e validar o direito a educação. Para tanto, a educação precisa ser prioridade real do governo e juntamente com o Minístério da Educação, deve aumentar os investimentos de forma igualitária, por meio de reajustes nas verbas, revalidando a Carta Magna. Assim como, os cidadãos devem ampliar seu hábito de ler, a começar de cedo no vínculo familiar. Deste modo, o acesso a educação e posteriormente a leitura, será mais justo e melhor.