ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 14/01/2021

No filme A Bela e a Fera, mostra a jovem a Bela fazendo uso da literatura em seu cotidiano e todas as capacidades emocionais obtidas por meio dela. Entretanto, hodiernamente, esse cenário diverge realidade brasileira, uma vez que o corpo social trivializa o ato de ler, o que dificulta o desenvolvimento de habilidades sociais e afetivas. Desse modo, essa problemática é intensificada ora pela falta de leitura, a qual é substituída por aparatos tecnológicos, ora por negligência estatal, que não conta com políticas de incentivo ela. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.

A princípio, é válido salientar da invenção da imprensa, no século XV, e sua revolução no âmbito da escrita e leitura. Contudo, mesmo com o aprimoramento, os hábitos leitores diminuiram na comunidade, haja vista a sua periódica substituição por celulares, aplicativos e jogos eletrônicos, que além de não incentivarem à leitura, dificultam a formação do senso crítico e capacidades emotivas, como empatia e compaixão, impedindo a população de ampliar o conhecimento, que, consoante Volteire, “Engrandece ama”. Segundo pesquisa do jornal O Globo, a falta de literatura prejudica o desempenho em testes cognitivos e emocionais, mostrando sua importância para construção de valores.

Outrossim, de acordo com a filósofa Hannah Arendt, sua teoria de banalidade do mal, “O Estado negligência situações problemas na sociedade”. De maneira análoga, esse arcabouço se confirma no cenário brasileiro, dado que, com a queda no número de leitores, não há ações e projetos efetivos que fomentem os alunos a leitura e mostre sua fundamental importância para construção moral e emocional. Conforme pesquisa do G1, número de leitores caiu 9,1% nos últimos quatro anos, e nenhuma medida de combate foi adotada, evidenciando que quando a banalização é regra, a construção civil é exceção.

Por conseguinte, compete ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, a criação de ações que visem desestimular o uso de tecnologias e excite os hábitos leitores, mostrando sua importância, por meio de oficinas e debates, e apresentando livros ao público infanto-juvenil, a fim de ampliar o senso crítico e a capacidade cognitivas e afetivas. E só assim, com medidas graduais e progressivas, estimular e mostrar o papel da literatura e fazer com que o filme supracitado se torne uma realidade da sociedade brasileira.