ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 10/12/2020

Para o filósofo alemão do século XVIII, Immanuel Kant, o homem precisa refletir sobre seus conflitos para atingir sua autonomia. Analogamente, a contribuição da leitura para formação social representa um fenômeno a ser enfrentado de forma mais organizada pelos brasileiros. Nesse sentido, diante de uma realidade que mescla obstáculos nas esferas governamentais e sociais, torna-se relevante construir uma crítica e realizar uma possível medida relacionada a esse desafio.

Primeiramente, cabe destacar o papel ineficiente do governo em ações que ampliem o contato da população com os livros. Segundo o pensamento do economista britânico Arthur Lewis, a educação deve ser vista como um investimento de retorno garatido, principalmente como fonte de informação e construção social. Portanto, é imprescindível que as instituições educacionais adotem metodologias diversificadas que despertem aos seus discentes o hábito de ler diariamente.

Ademais, é fundamental ressaltar a emancipação intelectual e crítica de uma sociedade. De acordo com o jornal O Globo, 65% dos brasileiros desconhecem os benefícios da leitura fora do âmbito educacional. Sob essa óptca, lamentavelmente, percebe-se uma falência de ideologias e perspectivas que confirmam a visão de Kant e Lewis. Logo, faz-se mister a necessidade de mudanças e reformulação dessa postura governamental e social de forma urgente.

Em suma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Destarte, o Ministério da Educação deve fomentar campanhas informativas que incentive a leitura cotidiana, por meio das mídias digitais, rádios e televisão, com debates, grupos de leituras em escolas, universidades e palestras em pontos coletivos. Tais atividades podem ser financiadas por intermédio das parcerias público-privadas das indústrias. Espera-se, com isso, ampliar o número de leitores e contribuir nas transformações individuais e profissionais dos brasileiros.