ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 12/10/2020

No atual contexto histórico, se tem debatido bastante sobre o poder de transformação da leitura. Entretanto, o índice de indivíduos que a mantêm como hábito cotidiano é de baixo nível, o que implica na regressão o desenvolvimento intelectual e educacional da sociedade brasileira. Ademais, a exclusão de algumas classes sociais desse privilégio por conta de localidade e fatores econômicos, também são causas dessa problematização. Assim, é necessária a aplicação de medidas que mudem tal estado da população, colaborando para o seu progresso.

Em primeiro lugar, é importante pontuar que, nos séculos passados, a alfabetização continha restrições tanto de sexo e raça quanto de idade e classe social; fator este que colaborava para o menor número de indivíduos conhecedores de história, literatura e das leis. Contudo, ao passar das fases históricas, a oportunidade tanto de ler como de frequentar uma unidade escolar, tornaram-se menos restritas, colaborando para o maior contato da população com os diversos tipos de literatura. Prova disso é a pesquisa realizada pelo G1, na qual foi confirmada a porcentagem de leitores masculinos em 43% e de femininos com 57% de toda população, e a faixa etária de 30 a 39 como a que contém maior quantidade de leitores.

Desse modo, é possível perceber que muitos aspectos influenciaram para o acesso à livros por todas as pessoas interessadas. A leitura, desde pequenas manchetes de jornais até livros de doutorado, é de grande importância para a vida do cidadão, incluindo o desenvolvimento do vocabulário, escrita, modo de enxergar os acontecimentos sociais, econômicos e políticos, visão de mundo e outros. Além disso, a leitura colabora para o sentimento de autoconhecimento, como mostrado em muitos filmes, o que também influencia no desenvolvimento intelectual e emocional de uma sociedade.

Portanto, percebe-se que aa leitura continua a ser um aspecto a ser melhorado na sociedade brasileira. O Governo deve investir na construção de bibliotecas públicas que deverão estar instaladas em diversos tipos de municípios e bairros, sendo acessíveis também às populações mais pobres, a fim de eles também tenham acesso à literatura. Ademais, o Ministério da Educação precisa incentivar seus alunos à prática constante da leitura por meio de projetos e clubes de livro, que deverão intensificar seu interesse pela leitura, com o objetivo de que a futura sociedade seja ainda mais evoluída que a atual, nesse âmbito. Pois, parafraseando Paulo Freire, “a educação não muda o mundo, mas sim pessoas, e essas mudam o mundo”.