ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura
Enviada em 29/09/2020
“A leitura traz ao homem plenitude, o discurso segurança e a escrita precisão”. A máxima de Francis Bacon aponta para a importância da leitura para a formação social do indivíduo. Ao se focar nos desafios para formação de leitores proficientes no Brasil, têm-se uma atmosfera de deficiência na construção da competência leitora do estudante. Ora, uma realidade enraizada na insuficiência escolar, fomentada no desleixo familiar.
Essa problemática tem como gênese, a míngua escolar no tocante ao processo de aprendizagem. Na óptica de Hannah Arendt, a escola é a instituição que interliga o indivíduo ao mundo intelectual. Partindo dessa assertiva, a instituição de ensino deve incutir no alunado a prática da leitura eficiente, entretanto, essa atribuição não se estabelece de forma concreta, ao passo que a escola não promove a práxis da interpretação textual, uma vez que, saber ler, não é necessariamente ler com excelência. Logo, esse processo corrobora para a composição de uma sociedade embrutecida.
Outro vetor desse processo descende do desalinho familiar no que tange a assistir o estudante. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a educação é dever da família e do Estado. Nessa perspectiva, a família tem papel de extrema relevância na aprendizagem do indivíduo, contudo, essa competência não se efetiva de forma sucinta, ao passo que a família negligencia a aquisição do conhecimento. Dessa forma, é substancial a ação familiar, a fim de auxiliar o alunado.
Repensar, portanto, essa mazela, torna-se fulcral a atuação de dois agentes. Cabe a escola criar atividades que grassam a interpretação textual, por intermédio da leitura dos mais diversos gêneros textuais, com o fito de formar indivíduos com uma competência leitora crítica e eficiente, ademais, a família deve contribuir, de acordo com a LBD, para a manutenção da atividade escolar, por meio da fiscalização e assistência ao indivíduo, com o escopo de minorar esse quadro de empecilhos - para que o pensamento de Francis Bacon se torne comum.