ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura
Enviada em 14/08/2020
‘‘Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie biblioteca’’, Jorge Luis Borge. O poeta quis retratar que a leitura é algo extraordinário e que os livros são grandes ferramentas de conhecimento, aprendizado e reflexão. Contudo, uma parcela da sociedade é impossibilitada de ter esse acesso, tanto por questões financeiras, quanto a “falta” de incentivo das redes de ensino.
Em primeira análise, os livros no Brasil são caros; essa é a principal critica dos brasileiros que tem o hábito de ler livros. Isso faz com que mais da metade dos livros lidos não tenham sido comprados pelas pessoas que os leram, diz a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” de 2017. De acordo com os dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizado pelo IBOPE e encomendada pelo Instituto Pró-Livro, o número de leitores na classe alta brasileira, que ganham de 5 a 10 salários mínimos, é maior do que os das classes mais baixas. Quanto menor a renda, quanto menor suas condições sociais, maior o número de não leitores.
Outro fator é a falta de incentivo das escolas, de um lado quase 70 % dos brasileiros não leram no ano de 2014 segundo o Ministério da Educação. Essa situação tem maior impacto no ensino fundamental, em que a ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) divulgou no ano de 2014 que, 33,96% dos alunos do 3° ano do ensino fundamental só conseguem, por exemplo, achar informações explícitas apenas em textos curtos, ou se elas estiverem na primeira linha de um texto mais comprido. E do outro, as escolas desde cedo obrigam os alunos a lerem “livros clássicos da literatura portuguesa e brasileira” que, aparentemente, não têm conexão com o cotidiano dos jovens. Assim resultando a falta de interesse dos alunos, passam até a odiar leituras de qualquer natureza. Segundo eles, a literatura é “chata e difícil de compreender”.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esses problemas. Para que, haja um maior número de leitores o governo faça ajustes econômicos com intenção de criar bibliotecas de fácil acesso para a população ou até mesmo a doação de livros para escolas publicas para ajudar pessoas de baixa renda que não tem condições para comprar. Em seguida, os pais e as escolas podem ajudar usando livros mais dinâmicos, divertidos e de fácil compreensão, de tal forma que estimule a vontade da criança e do jovem há ler cada vez mais. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições educacionais e sociais desse grupo.