ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 08/07/2021

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente assegure brincar, estudar e lazer como um direito fundamental, percebe-se que não há o cumprimento desta lei tratando-se do trabalho infantil que restringe essa possibilidade. Em virtude, não só da negligência dos pais, mas também da normalização do emprego. Sendo assim, é imprescíndivel o combate ao trabalho infantil em prol do direito de ser criança.

Primeiramente, é válido destacar a displicência parental em cuidar inadequadamente dos seus filhos. Isto é relatado no rap nacional ’’ Eu não pedi pra nascer ’’ do grupo Facção Central, em que um menor de idade é obrigado pela própria mãe a trabalhar para sustentar o vício em drogas da mesma, além de ser violentado quando recusa, absurdamente essa irresponsabilidade precariza a infância. Nesse sentido, observa-se a crucialidade daqueles que se intitulam ’’ pais ’’ — ainda mais notório por se encaixar na teoria da socialização primária — na qual a família é responsável pelo processo de normas e valores, ou seja, o primeiro molde do adulto que esta por vir, este que cresceu nesse círculo familiar.

Em segunda análise, é relevante abordar a romantização do trabalho em todas as idades pela sociedade. Essa dinâmica é retratada desde a ditadura do Estado Novo, período em que o presidente Vargas censurou os sambas de malandragem por acreditar que influenciaria um novo estilo de vida nacional, que contrariaria seu perfil de defensor do progresso. Desse modo, ao analisar o crescente trabalho infantil — mais de 5 milhões desde 2005 — é inegável afirmar este pertinente pensamento como um dos fatores, já que esse mal cultural é nocivamente naturalizada, atribuindo-lhes comentários como ‘’esperto’’ e ‘‘melhor do que ficar em casa’’. Assim, torna-se evidente a invalidez do direito infantil graças ao cárater corruptível do brasileiro.

Fica esclarecido, portanto, importância de uma medida efeiva para a finalização do trabalho infantil. Dessa forma, é imperativo que o Estado aprimore os incentivos de denuncias, por meio de propagandas com tempo extendido que expliquem que sendo ou não uma vontade do menor, é crime, de maneira informal com o objetivo de se aproximar do interloctor exercendo a função apelativa da linguagem, a fim de desconstruir essa realidade carente de sorrisos mirins. Feito isso, as crianças seriam realmente levadas a serio garantindo reais direitos do ECA.