ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 27/05/2021

No século vinte o trabalho infantil era comum e até visto de forma admirável pelos olhos da sociedade, sendo mais habitual no setor agrário e produtivo.  No entanto, com o passar das revoluções sociais, sindicais e o despertar da sociedade como seres políticos, essa questão passou a ser uma problemática, pois a medida que os cidadãos tomaram ciência das conseqüências do trabalho infantil, o mesmo tornou-se cada vez mais inaceitável. No entanto, ele continua presente, muitas vezes de forma mascarada, como no âmbito publicitário e da moda.

Neste sentido, é observado que o trabalho ilegal de crianças no século passado era muito corriqueiro, já que, muitas vezes as crianças haviam de trabalhar para ajudarem os pais no sustento de suas casas. Consequentemente, os responsáveis ​​não viam uma problemática naquilo, já que, possivelmente teriam tido a mesma criação e costumes. Neste sentido, este ideal é exemplificado na frase do filósofo Marx Weber, ”O trabalho dignifica o homem”, e muitas vezes, era desta forma que o trabalho infantil era visto.  No entanto, este pensamento ocasionou sérios problemas sociais, já que ao exercer uma atividade remunerada, a criança geralmente passa por um processo de amadurecimento precoce, tendo que deixar de lado muitas vezes seus sonhos e principalmente, sua vida escolar.

Indubitavelmente, o trabalho infantil é prejudicial ao desenvolvimento da criança, não só na área de produção, como era mais habitual nos anos anteriores, mas também na publicidade, que é muito comum até os dias atuais.  Nesta perspectiva, pode-se observar o exemplo do ator Macaulay Culkin, protagonista do filme “Esqueceram de mim”, que exerceu a profissão de ator durante toda a sua juventude e como conseqüência teve que deixar de lado sua infância e anonimato.  Isso fez com que o Macaulay tivesse que arcar com responsabilidades e pressões externas muito superiores a que uma criança pode digerir, o que ocasionou uma série de problemas psicológicos ao jovem, tornando-se um adulto depressivo, problemático e rebelde, sempre envolvido com drogas e polêmicas.

Em suma, conclui-se que esta questão é problemática tanto no âmbito sócioeducativo, quanto no desenvolvimento psicológico destas crianças. Tendo em vista estes aspectos, é de extrema importância que o Estatuto da criança e do adolescente junto das escolas, façam uma campanha com palestras educativas envolvendo os responsáveis ​​e estudantes, com a finalidade de informar e conscientizar a comunidade sobre as consequências do trabalho infantil. Somente com a aliança de ambas as partes, autoridades, educadores e responsáveis, o fim do trabalho infantil será uma realidade.