ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 04/01/2021
Conforme a aparição de vários grupos protestando contra problemas antes negligenciados, várias questões sobre os direitos humanos foram levantados juntos. Nesse contexto, é extremamente importante discutir sobre a questão do trabalho infantil, oculto no meio de várias outras questões mais “importantes”. O tipo de atividade citada possui raízes profundas e é encarada com normalidade no dia dia.
O trabalho infantil nunca foi novidade, existe desde os registros mais antigos que se tem sobre a humanidade. Assim como o racismo, a atividade se instalou há um longo tempo dos lugares mais pobres até os mais luxuosos em vários setores diferentes, não apenas no Brasil. Na Inglaterra no séc. XX, por exemplo, a escultura “A Bailarina” é um retrato do que era ser uma garota pobre na época: uma meretriz que tornou-se bailarina -aos 13 anos, vale ressaltar- Mas que posteriormente voltou à sua profissão inicial.
Não é difícil encontrar crianças vendendo mercadorias para os mototristas quando os faróis se fecham, e muitos motoristas tornam-se clientes desses jovens; Para muitos não passa de uma ação de troca, mas com o gesto está implícito a concordância com a exploração, incentivando o responsável a continuar colocando a criança na situação.Exatamente por ser algo ruim, a atividade deve ser erradicada, começando com a negação daqueles que contribuem para tal.
Um dos principais motivos do acontecimento deve-se à falta de capital na família para sustentar a criança, logo, é extremamente importante que a educação sexual seja ensinada corretamente em instituições de ensino, pois muitos geram filhos precocemente devido à falta de informações, gerando como consequência adolescentes investindo menos em estudos-isso porque muitos param eles-, e uma criança nova sem condições para ser criada.
Além da questão financeira, há também a questão do tráfico delas, onde são sequestradas e enviadas para indústrias com condições de trabalho análogas à escravidão. Cabe então, aos pais e às instituições responsáveis ampliarem o cuidado com as crianças que geralmente não sabem como reagir, ou sequer reconhecer uma situação assim.