ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 05/01/2021
A Primeira e a Segunda Revolução Industrial, quando as fábricas estavam no processo de inovação e aperfeiçoamento, o trabalho infantil era muito presente, já que haviam muitas famílias necessitadas e era uma mão de obra barata. No entanto, no século XXI, em meio a tantas mudanças na justiça e na sociedade, ainda é possível observar, mesmo estando de forma velada, que o trabalho infantil se encontra, significatimante, presente. Essa problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelas ineficazes políticas públicas brasileiras, seja pela falta de informação e participação da sociedade em um todo.
Preliminarmente, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Dessa forma, é possível perceber que, no Brasil, essa harmonia é rompida, pois, em várias regiões marginalizadas e isoladas, se encontram crianças em situações de trabalho forçado e que requer muito esforço do indivíduo, privando-as, assim, da liberdade e do direito à infância. No interior do Nordeste, por exemplo, essas situações são muito comuns, já que é um lugar bastante assolado pela corrupção e o desinteresse do Estado.
Outrossim, destaca-se a falta de maiores divulgações e movimentos sobre o descaso como impulsionadora do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Desse modo, pode-se observar que, nas mídias e nas discussões em geral que se têm na sociedade, o assunto sobre a exploração infantil não é tão debatido. Logo, para muitas pessoas, pode parecer algo que não exista mais nos dias atuais, e a atenção não seja devitamente voltada à problemática.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas mais justas e igualitárias que visem a construção de um país melhor. Destarte, o Ministério da Cidadania, juntamente com o Ministério da Agricultura, deve fazer um mapeamento dos locais carentes e promover uma espécie de vilas com agricultura cumunitária, tendo nesse ambiente instituições educacionais integrais para as crianças. Assim, juntam-se famílias, e cada indivíduo tem a sua função no local, seja na colheita ou na venda do que, por ocasião, sobrar. Dessa maneira, será possível atender e ajudar a todos que necessitam, de uma forma coletiva e unificadora. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, eventos e gincanas com o intuito de informar e arrecadar alimentos para as famílias pobres do estado, para que, assim, as pessoas se concientizem da situação.