ENEM 1999 - Cidadania e participação social
Enviada em 17/05/2021
Hannah Arendt, filósofa que viveu na Alemanha, que afirma que a dignidade do indivíduo é plena apenas quando ele faz parte de uma comunidade na qual compartilha responsabilidades. Mas a realidade do modelo de ensino atual é bem distante desse ideal, visto que crianças e jovens são treinados a passar em concursos e conseguir bons empregos, enquanto o incentivo à participação ativa na sociedade é deixado de lado.
O que prova isso é a quantia elevada de escolas que anunciam ter foco no ENEM e vestibulares. Isso acontece por causa das exigências impostas pelo mercado de trabalho que ainda assim é muito competitivo, mas há uma certa preferência em jovens com maior formação acadêmica. Sendo assim, ações sociais e atividades políticas não são incentivadas, muito embora possam proporcionar mais pensamentos em relação às diversas realidades existentes na sociedade, além de, sem dúvidas, contribuir para o descobrimento da vocação profissional.
Por mais que exista, no senso comum, a ideia de que não há interesse em cidadania por parte da juventude dessa geração, a própria escolha de profissões indica o oposto: as carreiras de medicina e direito são, certamente, as mais concorridas entre os estudantes no Brasil. Uma demanda alta por esses cursos por sua vez acaba gerando um desejo de atuar positivamente em prol do bem estar, e também, são profissões que tem boas remunerações e possibilidade de praticar atividades que contribuem para a justiça e saúde.
Nota-se, que a educação no Brasil vem restringindo-se a aprovações em um concurso, quando o ideal seria que ela direcionasse o desenvolvimento dos indivíduos enquanto pertencentes à uma comunidade. Para diminuir essas “restrições” as instituições de ensino públicas e privadas incluam o ensino de cidadania em seus cronogramas letivos com apoio do Governo.