ENEM 1999 - Cidadania e participação social
Enviada em 10/05/2021
“Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”, disse o filósofo Zygmunt Bauman. Nesse sentido é possível entender a importância do indivíduo em relação a cidadania e a participação social, pois cada pessoa tem o poder de mudar algo no lugar onde vive. Mesmo assim, ainda há entraves como o individualismo e a falta de visibilidade das ações sociais.
A princípio, nota-se que ações individuais estão sendo cada vez mais difundidas e valorizadas na sociedade atual. Nessa lógica percebe-se que as pessoas, de um modo geral, então cada vez mais fechadas e focando somente no sucesso pessoal. A título de exemplo cita-se o filósofo Zygmunt Bauman que, em um de seus pensamentos, chegou a conclusão de que na modernidade existe uma preocupação com sucesso individual maior do que com o bem alheio. Logo, a própria criação dos cidadãos faz com que sejam acomodados ou condescendentes com a necessidade ou sofrimento alheio.
Além disso, o principal problema está na falta de visibilidade das ações sociais e de quem as pratica. Esse fato faz com que grande parte das pessoas não estejam acostumadas a presenciar atos de autruísmo, os quais consequentemente não são replicados. Prova disso é o pensamento de Émile Durkheim, mostrando que o indivíduo só pode agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido. Dessa forma, o exemplo torna-se fundamental para que haja mudanças de comportamento.
Diante dos fatos mencionados anteriormente, conclui-se que são necessárias medidas para que os problemas sejam resolvidos. Em primeiro lugar, o Estado, na condição de garantidor dos direitos humanos, deve promover - por meio do Ministério da Cultura - campanhas de consientização e divulgação sobre trabalhos a ações sociais a fim de dar mais visibilidade aos projetos. Ademais, a sociedade civil deve tomar conhecimento do seu potencial de mudança no contexto que vive.