Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 06/09/2022

O filosofo Albert Einstein acreditava ser mais fácil desintegrar um átomo, que um preconceito enraizado. Partindo desse princípio, é possível entender a comodidade das bolhas sociais na vida do ser humano. Cercar-se de indivíduos com mesmos gostos e opiniões é confortável, principalmente no contexto das redes sociais, que mostram informações de acordo com um perfil predeterminado de cada pessoa. Desta forma, bolhas sociais não apenas limitam a visão de mundo do ser humano, como também são grandes responsáveis na propagação de intolerâncias e preconceitos.

Historicamente o ser humano busca seu semelhante, pessoas com opiniões parecidas, gostos e aptidões, tais características geram sensação de segurança, o que é natural e benéfico para a formação do indivíduo. No entanto, essas relações tendem a fornecer apenas um ponto de vista, promovendo estranheza quando expostas ao diferente. Assim, recitando Einstein, é necessário muita sobriedade para desintegrar esses preconceitos enraizados na sociedade que está acostumada a viver em sua bolha de comodidade.

Partindo da teoria de Durkheim de que a sociedade é como um corpo biológico, entende-se que a comunidade, para funcionar bem, precisa que suas inevitáveis bolhas sociais trabalhem em conjunto, utilizando seus variados pontos de vista na criação de um mundo igualitário. Para tanto, o Governo precisa incentivar desde a pré-escola a boa convivência com as diferenças, com a implementação de sistemas inclusivos nas escolas, além do incentivo para debates e semanas culturais. Desta forma, quando adultos possuíram maior senso crítico em relação as informações que lhes forem apresentadas, além da facilidade em lidar com seus próprios preconceitos.