Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 06/09/2022
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a forma como cada um utiliza a internet, dá origem a bolhas de conteúdo. Dessa forma, o filtro digital é causado pelo algoritmo de seleção dos conteúdos que são apresentados no feed de notícias, no qual utiliza informações capturadas do usuário e forma o seu perfil. Consoante a isso, partindo da teoria de Durkheim de que a sociedade é como um corpo biológico, entende-se que para tal funcionar bem, precisa que suas inevitáveis bolhas sociais trabalhem em conjunto, utilizando seus variados pontos de vista na criação de um mundo igualitário.
Em segunda análise, é notório que o efeito bolha tem restringido o acesso das pessoas á diversidade dos conteúdos , o que gera questionamentos quanto ao seu potencial antidemocrático. Esse “isolamento” tem custos pessoais e culturais podendo gerar consequências sociais como o racismo, xenofobia, bullying, homofobia. No entanto, essas relações tendem a fornecer apenas um ponto de vista, promovendo estranheza quando expostos ao diferente. Assim, recitando Einstein, é necessário sobriedade para desintegrar esses preconceitos enraizados na sociedade que estão acostumados a viver em sua bolha de comodidade.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o efeito bolha. Para tanto, cabe ao Governo em parceria com Ministério da Educação promover desde a pré-escola a boa convivência com as diferenças, com a implementação de sistemas inclusivos nas escolas, e incentivar para debates e semanas culturais. Além disso, o Poder Legislativo deve criar um projeto de lei para combater o efeito bolha. Somente assim, a sociedade possuirá maior senso crítico em relação as informações que lhes forem apresentadas.