Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 28/08/2020

O fenômeno histórico conhecido como ‘‘Iluminismo’’ proporcionou uma série de reformas nas bases sociais do século XVIII, entre as mudanças, a educação passou a ser vista como um bem coletivo de dever estatal. Apesar dos notórios avanços observados desde aquela época, as escolas brasileiras ainda enfrentam sérios desafios para assegurar a todos o direito à instrução, ora pela falta de diálogos e interações construtivas nas salas de aula, ora pela insuficiência dos investimentos públicos no setor.

Vale destacar, inicialmente, a pouca conversação entre mestres e alunos como preocupante. Nesse sentido, o educador pernambucano Paulo Freire defende que a aprendizagem só ocorre plenamente quando advém de uma construção conjunta e bilateral. Assim sendo, o ensino marcado pelo individualismo e monotonia, característico da realidade pátria e fruto da insuficiência na preparação ofertada aos professores, apresenta-se ineficaz e desconsidera o intelecto dos estudantes.

Ademais, a pouca ação financeira governamental também configura-se como um problema a ser minimizado. Nessa visão, cabe citar o filósofo alemão Georg Hegel, que afirma que o Estado é diretamente responsável pelo pleno desenvolvimento de seu povo. Sob esse viés, nota-se o quanto investimentos públicos expressivos, aplicados em pautas como a melhoria nos ambientes de ensino, são necessários para a consolidação de um sistema pedagógico eficiente e verdadeiramente democrático.

Logo, é imprescindível superar tais entraves. Para tal, urge que o Ministério da Educação capacite os profissionais da aprendizagem com cursos de didática, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tal projeto deve destinar bolsas estudantis para professores atuantes na rede nacional de ensino, com o fito de gerar aulas interativas. Ainda, compete ao Tribunal de Contas da União ampliar as verbas para o espaço pedagógico público, com o objetivo de aprimorar sua estrutura. Dessa feita, os avanços trazidos pelo ‘‘Iluminismo’’ hão de se ampliar.