Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 11/08/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos direito à educação, à segurança, ao lazer, à saúde e ao bem-estar social. No entanto, a precariedade do ensino público no Brasil juntamente com a dificuldade em enfrentar os problemas das escolas do país, surgem em contraposição aos benefícios estabelecidos em 1948. Dessa maneira, cabe avaliar os fatores que favorecem tal quadro, além de ser feito um estudo a fundo a fim de identificar as raízes do problema.

Haja vista os crescentes índices de violência registrados pelo IBGE, envolvendo funcionários e estudantes no ambiente escolar, a coordenadora de pesquisas da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura), Mirian Abramovay, afirma que os conflitos são resultados de frágeis relações sociais e da falta de prática de diálogo nas famílias. Em consequência disso, servidores públicos convivem com agressões, ameaças e abusos constantemente.

De acordo com o ilustre filósofo e pensador Immanuel Kant, o homem é resultado da educação que recebe, porém, no Brasil um problema muito recorrente às escolas é a evasão escolar. Ademais, um dos principais fatores que ocasionam o abandono escolar é a condição socioeconômica ruim, uma vez que, a pressão imposta pela necessidade de complementar a renda familiar, faz com que os jovens sejam atraídos pelo mercado de trabalho e posteriormente largam os estudos. Pode-se relacionar este fato, com um número apontado pela revista Educar para crescer que afirma que de cada 100 estudantes que entram no ensino fundamental somente 36 concluem o ensino médio.

Portanto, o Estado, responsável por garantir o bem-estar social, juntamente com ONGs (Organizações não governamentais) devem realizar medidas que proponham no ambiente familiar a prática do diálogo, a fim de fortalecer as relações sociais e consequentemente diminuir a taxa de conflitos no ambiente de aprendizado. Como por exemplo, fazer palestras nas escolas e em praças públicas abordando com os familiares a necessidade de conversar com os jovens. Não só isso, mas também, promover um projeto de lei semelhantemente ao “Race to the Top”, uma ação que visa o incentivo de funcionários e alunos nos Estados Unidos, pois a região que mais obtém pontuação com os critérios, criatividade da metodologia escolar e índices escolares, recebe mais investimentos na educação.