Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 13/05/2020

O ensino no Brasil teve início no período colonial, quando padres jesuítas, financiados pela Coroa portuguesa, iniciou uma doutrinação judaica-cristã, com intuito de converter os nativos ao cristianismo. Nessa lógica, fica evidente a importância do Estado na manutenção do ensino no país. Contudo, a diferença na grade curricular das escolas públicas e privadas, como também a falta de investimentos em infraestrutura têm contribuído para a segregação do acesso à informações, gerando, nesse sentido, problemas socioeconômicos em algumas regiões do Brasil.

A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, desse modo, mecanizada. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Nessa perspectiva, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam sendo vítimas de uma doutrinação midiática que tenta massificar o determinismo social, gerando, assim, consumidores compulsivos e profissionais desqualificados, favorecendo, muitas vezes, a submissão dessas pessoas a trabalhos com baixo salários.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para a manutenção do ensino no Brasil, pois apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, no seu art.206, a garantia da igualdade ao acesso à informação é notório a diferença na qualidade do ensino nas escolas urbanas e rurais, visto que, segundo a revista Veja, apenas 1% das escolas rurais do país têm laboratórios de ciência. Nessa perspectiva, esse fato evidencia a disparidade na qualidade dos serviços prestados aos alunos nas diversas regiões da federação.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a exclusão social de algumas escolas no acesso à informação. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento deverá, junto aos Estados, desenvolver politicas de incentivo à construção e manutenção de escolas, como também a ampliação do ensino para o modelo integral com a valorização dos profissionais de ensino, além de oficinas de teatro, esporte, que possam garantir a qualidade no ensino e a permanência dos alunos nas escolas, diminuindo, assim, a disparidade na qualidade do ensino no Brasil.