Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 02/11/2019
Na série de televisão brasileira “Segunda Chamada”, exibida pela Rede Globo, diretor e professores de uma escola lutam para mostrar a seus alunos o poder de transformação social que a educação tem. A série, que é baseada em depoimentos reais de professores, retrata muito da realidade nas escolas brasileiras, que estão sucateadas e, muitas vezes, dominadas pela violência de seus alunos. Apesar de o governo oferecer oportunidade de acesso às escola para boa parte da população, ainda é muito precária a qualidade de ensino oferecido nas instituições, além do fato de que, cada dia mais, esses lugares têm se tornado palco de intolerância e violência.
Em primeira análise, é válido salientar que o fato de haverem escolas públicas que, em teoria, dão acesso a toda população à educação, não necessariamente é um sinônimo de bom ensino. Um dos problemas é, por exemplo, o acesso a essas escolas em regiões rurais, muitas vezes limitado devido a distância das residências as instituições, o que priva os jovens da educação. Além disso, o ensino oferecido nessas escolas costuma ser precário, com pouca ou nenhuma infraestrutura e, ainda, com professores muitas vezes despreparados. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, frase que se aplica a nossa sociedade brasileira, visto que sem uma boa formação, é difícil se conseguir uma estabilidade social e financeira.
Dessa maneira, como reflexo da impossibilidade de acesso à educação de qualidade, as escolas têm se tornado lugares regados à violência e a insegurança. Assim, como na série “Segunda Chamada”, tem havido nas instituições educacionais uma troca de papéis entre professores e alunos, em que estes acabam por intimidar aqueles usando de ameaças e violência. É cada vez mais comum histórias de professores que são agredidos por seus alunos pela insatisfação desses jovens com notas baixas ou advertências devido a má conduta. Porém, como consequência disso, temos profissionais que, muitas vezes, tem medo de exercer suas profissões com plenitude devido as possíveis represálias de seus alunos, o que sucateia ainda mais o ensino nas escolas, prejudicando aqueles que querem de fato aprender e dar continuidade às suas respectivas vidas escolares e universitárias.
Diante disso, portanto, fica evidente que os problemas nas escolas brasileiras devem ser urgentemente discutidos e solucionados. É cabível que o governo, representado pelo Ministério da Educação, promova e priorize a boa educação nas instituições, por meio de uma melhor infraestrutura para os alunos e professores, disponibilizando também materiais de qualidade e cursos preparatórios para professores recém formados, para que possam ter maior desenvoltura. Com isso, priorizando à educação, o ensino brasileiro tende a se tornar cada vez mais eficiente.