Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 22/09/2019

Segundo o Sociólogo Emile Durkheim, a sociedade é comparada a um organismo, onde a saúde do todo depende do bom funcionamento das partes. Nesse contexto, a moléstia que afeta o território brasileiro não é um problema atual e encontra-se direcionada a militarização das escolas, seja pelo baixo rendimento dos alunos, ora pela violência no âmbito social. Sendo assim, a questão educacional deve ser posta em vigor, a fim de ser compreendida e respeitada.

Em primeiro plano, torna-se evidente que a falta de investimento nas escolas públicas compromete a qualidade de ensino. De acordo com o atual presidente -Jair Bolsonaro- será implantada, até 2023, uma escola militar em cada capital do país. Entretanto, a militarização como política educacional fere o direito universal à educação de qualidade para todos os cidadãos, visto que os resultados obtidos nestas instituições são decorrentes das condições orçamentárias diferenciadas. Logo,o baixo desempenho dos alunos subsiste e converge com as precárias condições estruturais, tecnológicas e pedagógicas oferecida pelas escolas da rede pública regular.

Outrossim, a violência reside na sociedade em que a escola está inserida. Nessa lógica, a repressão e as normas rígidas de comportamento, adotado pelo modelo militar, é uma forma de agressão. É notório que, ao falar sobre as táticas punitivas, Foucault, afirma que a exclusão exila, e a imposição de reparo, em geral, impinge uma cicatriz ao não ajustado. De maneira análoga, as pessoas violentadas pela desigualdade social, de raça e gênero tendem a responder da mesma maneira às violações que sofrem. Por conseguinte, sendo a escola reflexo do meio social, quanto mais violenta e discriminadora for a sociedade mais ações dessa natureza serão reproduzidas dentro e fora das instituições.

Fica claro, portanto, que a mudança educacional é um complexo desafio hodierno e precisa ser combatido. Cabe ao Ministério da Educação, garantir os pincípios costitucionais da educação, além disso, deve investir no ensino público, propiciando estruturas adequadas, com equipamentos que estimulem o ensino-aprendizagem, por meio de gestões participativas que envolvam toda a comunidade escolar, responsabilizando-a de forma compartilhada pelo processo pedagógico, com o intuito de diminuir e superar problemas, como a aprendizagem e violência. Assim, quando grupos administrativos pensarem no todo corstruir-se-á o equilíbrio entre as partes.