Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 04/09/2019
Na série televisiva “Desventuras em série”, os órfãos Baudelaire são privados de educação quando precisam fugir constantemente de um parente que busca roubar a fortuna que eles herdaram. Embora seja uma obra ficcional, a série apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois, assim como na obra, o abandono escolar cresce de forma assustadora. Destarte, é fundamental analisar as razões que tornam essa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.
Nesse contexto, é válido analisar que os investimentos públicos são insuficientes para atender com qualidade as necessidades educacionais. Isso acontece porque, na sociedade que vivemos, a educação encontra-se numa situação de má distribuição e gestão de verbas. Em decorrência dessa desorganização, a desistência aumenta e há carência de condições materiais em escolas, o que não deveria ocorrer pois, segundo Arthur Lewis, “educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.”
Além disso, altas taxas de abandono de alunos devido ao fracasso escolar ou problemas financeiros contribuem para a defasagem da educação, onde a qualidade de ensino não é priorizada e o que se vê é o número de pessoas fora da sala de aula crescendo. Segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 100 alunos que ingressam na escola na 1ª série, 5 não concluem o ensino fundamental. Por consequência, visto que a qualidade da educação está direta e brutalmente ligada à capacidade de crescimento econômico e desenvolvimento dos países, que não é efetiva se os alunos não vão às escolas, há falta de distribuição de verbas.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar uma educação de qualidade. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação em parcerias com as escolas, elaborar estratégias de planejamento para que as verbas sejam direcionadas e reorganizadas de modo a oferecer mais qualidade e atrair os alunos de volta às salas de aula.