Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 03/12/2023
A Terceira Revolução Industrial, que começou no século XX, marcou uma era em que a inovação tecnológica e as mudanças nos padrões de produção intensificaram o consumismo global. A estrutura social actual está a sofrer grandes mudanças, caracterizadas por uma mudança de um modelo de consumo excessivo para um modelo de economia cooperativa. Sendo assim, este novo paradigma econômico baseia-se na interação entre pessoas com ideias semelhantes e está a ganhar adeptos em todo o mundo devido a fatores sociais, económicos e tecnológicos.
Sob esse viés, vale ressaltar que a economia colaborativa não só altera nosso consumo, mas também impacta o meio ambiente, reduzindo o desperdício e ajudando a diminuir a desigualdade social. No entanto, é importante reconhecer que a disseminação deste modelo ainda não atingiu toda a sociedade de forma homogénea, e uma parte significativa da sociedade desconhece ou não beneficia plenamente desta abordagem. O país tem-se destacado na promoção de serviços partilhados e tem demonstrado que a eficiência deste modelo pode ser plenamente integrada nas realidades nacionais. Contudo, é importante superar desafios para que a economia cooperativa possa atingir todo o seu potencial.
Portanto, é urgente que sejam implementadas medidas para fomentar a economia colaborativa. Nesse sentido, o Estado, responsável por garantir uma qualidade de vida compatível com a dignidade da pessoa humana, deve criar uma campanha informativa sobre esse recurso. Essa campanha deve especificar os benefícios e demonstrar as maneiras de incluí-lo no cotidiano da sociedade. A divulgação deve ocorrer nos sites governamentais e na televisão aberta, em horário nobre, como forma de educação financeira da população. Somente assim poderemos fomentar ainda mais a economia colaborativa no país.