Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 04/08/2022

De acordo com Mário Sérgio Cortela, quando o modelo de vida leva a um esgotamento, é fundamental questionar se vale a pena continuar no mesmo caminho. Analogamente, partindo do pressuposto de que crises econômicas assolam e levam todo o mundo a um esgotamento progressivo, é evidente a necessidade de outro caminho, como diz o filósofo, sendo, então, a economia colaborativa a principal tendência no âmbito hodierno. Desse modo, é premente analisar os sustentáculos da nova tentativa financeira, a facilidade de comunicação de informação entre os entes e a moderna visão de consumo na sociedade.

Diante desse cenário, é importante postular que a facilidade nas trocas de informações entre os indivíduos é o principal fomentador do compartilhamento de bens. A respeito disso, sabe-se que, no século XX, com a Revolução Digital e os surgimentos das TIC’S, Tecnologias de Informação e Comunicação, a velocidade das interações, mesmo à longas distâncias, se tornaram uma realidade. Sob tal ótica, a melhora da comunicação possibilitou a circulação de bens, dado que negociações e acordos puderam ser feitos com mais praticidade, o que acarretou, em um maior fluxo de serviços e produtos, facilitando a colaboração e a vida economica do povo.

Outrossim, vale ressaltar o novo olhar sobre o consumo como outro impulsionador da atual tendência economica. Sobre essa premissa, com a fusão de pensamentos de Personas do Marketing, que prezam o convencimento com intuito das transações financeiras, e da Psicologia Simbólica Junguiana, que demonstra como os sentidos do ser exercem uma função formadora sob sua conciência e suas decisões, um novo conceito de compra foi criado. Assim, hoje, comprar não significa mais possuir e sim experimentar, visando mais os sentidos do que a posse. Logo, esse mudança promoveu mais espaço á nova economia.

Infere-se, portanto, que o compartilhamento de bens está em iniciando sua implementação, mediante as condições da internet e do olhar moderno de consumo. Dessarte, urge que o Ministério da Cidadania promova palestras e debates mensais, em todas as cidades brasileiras sobre as formas de engendrar uma economia colaborativa, a fim de beneficiar pessoas que desconhecem a prática. Dessa forma, a nova tendência financeira seria implementada com êxito.