Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 19/11/2021

De acordo com o célebre físico Albert Einsten, “no meio da dificuldade se encontra a oportunidade”. Da mesma forma, a questão da economia colaborativa no século XXI vem como uma maneira de suprir as necessidades da população  em meio a uma economia defasada e burocrática, com o objetivo de tornar as relações mais sustentável e simples. Esse tipo de economia é uma ótima opção para os indivíduos que buscam uma captação de renda mais livre. No entanto, a mesma apresenta alguns problemas em sua aplicação, seja em virtude da insuficiência legislativa na baixa fiscalização estatal, seja devido ao imediatismo que circunda a sociedade capitalista atual.

Em primeira análise, pode-se apontar  o descaso governamental como um dos principais fatores para a perpetuação desse revés. Pois, de acordo com a Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, é previsto no atigo 5º o direito ao livre exercício de qualquer trabalho, atendido as qualificações proficionais que a lei estabelecer. No entanto, entende-se que o “Uber”, por exemplo, não é ilegal, mas fere os princípios básicos de convivio social, tendo como exemplo os diversos conflitos ocorridos entre taxistas e ubers, além de não haver uma fiscalização efetiva por meio do Estado, o que configura  uma concorrência desleal com as demais profissões.

Ademais, é crucial citar, também,  o imediatismo da população como um forte impulsionador dessa problemática. Porque, segundo Zigmunt Bauman, a liquidez da sociedade moderna se pauta no imediatismo. De acordo com a perspectiva do sociólogo, a velocidade que caracteriza  a cultura atual configura-se como um grave entrave que atinge diversas áreas da ação humana, principalmente a parte economica. Tal imediatismo está presente na base da economia colaborativa , visto que, a população busca constantemente  resultados imediátos sem refletir possíveis consequencias futúra, o que requer políticas públicas que ajam na base cultural do problema para sua resolução.

Portanto, afim de  minimizar os impactos negativos da economia colaborativa no século XXI, o Governo federal, com o apoio dos Estados deve desenvolver um projéto de lei para uma maior fiscalização dos trabalhos informais, ou formalizados que se encaixem nessa palta  para promover uma maior igualdade competitiva dos ofícios, e esses projetos deveram ocorrer por meio de investimentos estatais, bem como a abertura de um espaço para a participação popular que possa tecer comentários e opiniões que visem contribuir de forma positiva. Além disso, é preciso  que os veículos midíáticos criem uma “hashtag” que identifique  e dê voz ao projeto. Assim, em médio a longo prazo será possivel se desenvolver uma sociedade mais justa e igualitária nos meios trabalhistas.