Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?

Enviada em 28/10/2021

Na animação Wall-e, o planeta Terra é abandonado por se tornar inabitável devido a quantidade exorbitante de lixo que  humanos produziram para saciar suas necessidades e vontades. Fora das telas, o cenário não difere: a vivência humana depende de diversos produtos e serviços,  que resultam em danos ao ambiente. Umas dela se chama Economia Colaborativa, em que bens e serviços são apreciados por meio de trocas, assim diminuindo o consumo e produção. Tal medida é altamente positiva para a sociedade, pois além de lidar suprir carências sociais intrínsecas da humanidade, também é benéfico ao meio-ambiente. Logo, requere análise a fim de reflexão acerca da inovação.

Em primeiro plano, faz-se importante ressaltar que as práticas de Escambo estão em aplicação, porém remetem a um passado esquecido. Nos primórdios da humanidade, antes das civilizações e  Capitalismo, a sociedade era organizada em vilas, e sua economia era baseada em trocas. Entretanto, com o advento do capitalismo, moedas e internet, tal costume foi esquecido por muitos. Sob esta ótica, o autor Zygmund Bauman disserta que na atualidade muito se ganhou com o advento da internet, entretando, as relações sociais e amizade se deterioraram. Em contramão a isso, a Economia Colaborativa oferta tanto serviços como métodos de socialização, como se observa nos aplicativos Waze, baseado em caronas, e Airbnb, baseado em aluguéis. Logo, pode-se inferir que o sucesso de empresas que ofertam a troca são apenas reflexos das sociedades anteriores ao Capitalismo.

Em segundo plano, é importante ressaltar que o surgimento da Economia Colaborativa é resultante de esforços para diminuir as consequências do auto consumo humano. É inegável que o acesso a meios de transporte na atualidade é essencial para uma melhor qualidade de vida, porém é sabido que o consumo de combustíveis fósseis é uma das maiores causas do Aquecimento Global. O mesmo se aplica a vários serviços essenciais, entretando nocivos. Assim, mostra-se que ao adotar a Economia Colaborativa, a sociedade como um todo beneficia-se de um estilo de vida confortável e que também tornará o futuro mais fácil para próximas gerações. Ademais, tal estratégia também previne crises de abastecimento, como a que motivou a Greve dos Caminhoneiros de 2019, resultante da alta do diesel, pois ao dividir bens e serviços o consumo diminui.

Portanto, é basilar que o Governo, por meio do Ministério da Economia e Meio Ambiente, fomente tais ONGs e empresas que utilizam da Economia Colaborativa. Ao utilizar-se delas, a economia como um todo se beneficiará, evitando crises, gerando empregos e diminuindo a poluição. Ademais, ao incentiva-las, a sociedade fugirá da individualidade prejudicial antes citada. Com essas medidas, espera-se que o planeta fuja do terrível cenário mostrado em Wall-e.