Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 27/10/2021
A economia colaborativa é uma modalidade de consumo, na qual o bem é compartilhado com outro indivíduo seja por trocas mútuas ou aluguéis, mas nunca pela compra do produto. Logo, a crescente popularização dessa nova forma de comercialização, na sociedade contemporânea, é benéfica não só para o meio ambiente, mas também por permitir um acesso mais democrático às diversas mercadorias e, devido a isso, ela precisa estar mais presente no cotidiano da população.
Diante disso, a estrutura individualista e capitalista atual não é apropriada para a preservação do planeta. Como descreve Gilles Lipovetsky, atualmente vive-se na Sociedade do Hiperconsumo, na qual o ideal é consumir muito e de tudo e, em seguida, descartar. Entretanto, a economia compartilhada proporciona maneiras mais úteis e sustentáveis de aproveitar a função dos produtos não essenciais, como pelo aluguel, assim, os bens serão utilizados inúmeras vezes por pessoas diferentes e, consequentemente, o descarte é reduzido. Então, o incentivo a essa modalidade de comércio é necessário para o desenvolvimento de nações menos poluidoras.
Ademais, a mútua colaboração torna a aquisição de roupas, alimentos e até mesmo tecnologia mais acessível, especialmente para os cidadãos mais pobres. De acordo com o filósofo brasileiro Milton Santos, já que os problemas existentes, como a fome e a pobreza, não foram solucionados, a globalização se tornou perversa e a ideia de progresso não se concretizou, por causa do elitismo que não buscou combater a desigualdade socioeconômica. Dessa forma, o consumo colaborativo democratiza os produtos, isso pode ocorrer com a troca de serviços ou até mesmo objetos, não precisando que nenhuma das partes compre algo novo, moldando os avanços da tecnologia a favor de todos. Sendo assim, essa atividade contribui para a redução das discrepâncias financeiras atuais.
Portanto, a fim de melhor aproveitar essa tendência de consumo, empresas de tecnologia devem facilitar essa atividade, por meio da criação aplicativos voltados para a troca de mercadorias, tanto nacional quanto internacionalmente, e que possibilitem o acúmulo de crédito, para o frete, de acordo com a quantidade de trocas realizadas. A partir disso, mais pessoas terão acesso a um comércio mais sustentável, sem o descarte exagerado de bens que não estão sendo mais usados, combatendo a Sociedade do Hiperconsumo. Por fim, a economia colaborativa crescerá e será muito proveitosa para os cidadãos do século XXI.