Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 18/11/2021
A Constituição federal de 1988, instrumento que define todas as normas jirídicas do Brasil, prevê, em seu Artigo 6°, a garantia ao estimulo para a realização de colaborações entre os diversos setores da sociedade. Todavia, fora dos papéis constitucionais, isso não ocorre, uma vez que são frequentes os casos de pessoas que desconhecem sobre a economia colaborativa e outras iniciativas desse cunho. Desse modo, cabe debater como ações estatais e de propagandas da mídia podem favorecer na continuidade dessas condutas e quais os benefícios dessa prática.
Mormente, é notório que algumas atitudes do Estado podem favorecer a realização de economias colaborativas. Acerca desse tópico, o filósofo Thommas Hobbes desenvolveu o conceito de ‘‘contrato social’’, acordo no qual os cidadãos elegem um agente superior como o responsável pela realização de iniciativas que favoreçam a sociedade e garantam à segurança geral. Ademais, medidas que podem cumprir esse pacto e favorecer atos colaborativos são a construção de centros que favoreçam as iniciativas desse gênero e também a promoção de estimulos para os gestos dessa natureza. Consequentemente, isso promovera o aumento na realização de procedimentos que se assemelhem, tanto nos parcerias de beneficiamento mútuo como na sua normatização.
Outrossim, além das práticas do governo, vale ressaltar que a mídia também pode favorecer essa conduta. Consoante o sociólogo Theodor Adorno, as empresas de comunicação detém a capacidade de influenciar na opinião pública e fazer com que determinados comportamentos e pensamentos possam ser estimulado. A título de ilustração, muitos sitem têm o poder de estimular nas parcerias colaborativas através da disseminação de informações que promovar o detalhamento desses acordos e os benefícios de sua realização. Assim, essa conduta favorece o aumento do conhecimento a respeito dessas atitudes e faz com que essa tendência e suas vantagens se perpetuem.
Portanto, para que essas mudanças se concretizem, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Estado, em parceria com a mídia, deve investir em propagandas físicas e virtuais que abordem sobre colaborações entre economias e quais são os prós desses pactos e como eles podem ser realizados de formas acessíveis para todos, a fim de fazer com que elas sejam incorporadas por toda a sociedade. Isso pode ser feito por meio da utilização do dinheiro arrecado em impostos para que seja usado na construção de centros que realizem essas transações de forma facilitada, além da realização de campanhas que visem promover a democratização desse conhecimento para a maior parte da população. Somente assim, mais atitudes como essa serão concretizadas e, com isso, a Constituição Cidadã finalmente será respeitada.