Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 01/04/2021
A Economia Colaborativa é um conjunto de práticas que oferece diversos benefícios aos seus adeptos. Esse modelo de economia está evidente na sociedade contemporânea e possui cada vez mais pessoas interessadas nele. Contudo, no Brasil, essa forma de consumo caracterizada pela dinamicidade encontra empecilhos para a implementação satisfatória dos seus princípios, como a flexibilidade. Nesse contexto, é urgente uma mudança nos comportamentos de parte da sociedade e um maior empenho de setores governamentais para disseminar a Economia Colaborativa no País.
Efetivamente, Esse modelo de economia que objetiva um consumo responsável é extremamente benéfico a várias parcelas da população, uma vez que ele melhora a qualidade de vida dos indivíduos e é lucrativo. A título de ilustração, evidencia-se o lucro obtido por diversas empresas mundialmente conhecidas, como a Airbnb, um serviço virtual comunitário, que estabelece, muitas vezes, vínculos e facilita a hospedagem de indivíduos em diversas regiões do planeta. No entanto, na sociedade brasileira contemporânea, é amplamente compartilhada uma cultura de consumismo e de acumulação, a qual precisa adequar-se às novas exigências mundiais e às mudanças promovidas pela tecnologia. Nessa perspectiva, é importante uma atualização da mentalidade de grande parte da população brasileira, visto que, no final do século XX, houve a Revolução Técnico-Científico-Informacional, a qual promoveu diversas mudanças na sociedade a partir das novas tecnologias, como a nanotecnologia, e despertou novas preocupações humanas com a natureza e com a sustentabilidade. Esse cenário evidencia a urgência de mudanças em parcelas da população para contribuir com a Economia Colaborativa e, assim, agir conforme as tendências contemporâneas.
Outrossim, a Economia Colaborativa promove melhorias na comunidade, já que ela contribui com o bem-estar comum e com a redução da poluição. Por exemplo, a maior rotatividade de objetos e de utensílios reduz o consumo e, consequentemente, os desperdícios. Todavia, o Estado é inexpressivo na divulgação e na promoção das novas tecnologias que podem favorecer um consumo consciente. Contrariamente, no livro “Eu, Robô”, de Isaac Asimov, o desenvolvimento da sociedade foi possível graças ao investimento estatal em novas tecnologias. Nesse contexto, faz-se essencial uma atuação governamental mais expressiva para proporcionar um desenvolvimento nacional sustentável.
Portanto, cabe às escolas promoverem debates sobre a importância da flexibilidade no mundo contemporâneo por meio de seminários, os quais são essenciais para a criticidade da população, com o fito de integrar a Economia Colaborativa no cotidiano nacional. Ademais, é dever do Estado promover campanhas para sensibilizar a população da importância do consumo consciente para a comunidade.