Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 31/07/2020
Muito tem sido falado a respeito da Economia Colaborativa nestes últimos anos, e se será ou não uma tendência para o século XXI. Entretanto, possivelmente este método socioeconômico não se tornará o futuro das nações.
O termo “Economia Colaborativa’’ trata-se de um “partilhamento mútuo’’ entre os indivíduos, ou seja, uma repartição, compartilhamento de algo, já que, neste sistema, a compra de bens é menos comum, sendo priorizados o empréstimo e o aluguel e, portanto, é contrária à acumulação de bens.
Partindo deste pressuposto, é observável que este modo econômico pode ser encarado como antagônico ao conceito de capitalismo, sendo este último baseado na circulação de capital (dinheiro), na compra e venda de mercadorias e no lucro. Também o capitalismo, vigente nos países detentores das maiores economias e dos maiores IDH´s do planeta, segundo o levantamento da ONU dos 20 maiores IDH´s, todos eram pertencentes a países capitalistas. É também possível notar que a Economia colaborativa dificilmente será o futuro, pois relativiza os indivíduos, colocando todos como iguais, ou seja, classifica todo ser humano como o mesmo, o que inclui seus valores, como determinação, honestidade, mérito, entre outros e que, portanto, desconsidera estas características, as quais são determinantes para uma ascensão social. Isto significa que, cada indivíduo é único nestes quesitos, alguns querem ascender socialmente, crescer, enquanto outros desejam continuar com a vida que têm, às vezes, algo medíocre. E, mesmo esta ideologia colocada em cenário internacional, é provável que não haveria êxito, visto que quase todas as nações do nosso planeta tem algum rival histórico, e tem o intuito de competir contra este para se mostrar superior, militar, econômica e culturalmente. Um grande exemplo disto é a rixa entre Índia e Paquistão, eternos rivais, os quais jamais aceitariam uma colaboração mútua.
Outra questão é o fato de que as empresas, as quais são geradoras de PIB, de emprego e também as entidades que mais pagam impostos, sofreriam com esta mudança, pois obrigatoriamente dependem do lucro para que possam manter suas atividades e funcionários produzindo, e, para isso, deve haver esta troca entre compra e venda, a qual é a manutenção de todo este sistema altamente eficiente.
Portanto, com base em tudo aqui apresentado, é possível concluir que a economia colaborativa não assumirá o lugar do sistema de compra e venda. Para que isto acontecesse, seria necessária uma grande reformulação econômica mundial, a fim de permitir que este sistema funcione devidamente, ou então a criação de um novo sistema socioeconômico que englobasse estes conceitos.