Economia Colaborativa: uma tendência no século XXI?
Enviada em 31/07/2020
Após a Revolução Industrial, séculos XVIII e XIX, primeiramente na Inglaterra e depois para o mundo, a humanidade vem sendo conduzida pelo capitalismo e, por consequência, pelo hiper consumo exacerbado. Porém, uma nova ideia de economia, no século XXI, veio para dar um “basta” no sistema mundial. A chamada Economia Colaborativa nos leva a repensar e transformar a sociedade e o meio ambiente.
Diante desse cenário, o consumo colaborativo está diretamente relacionado à sustentabilidade. Isso porque, segundo o filósofo alemão Karl Marx, numa sociedade capitalista os indivíduos são criados para consumir de maneira descomedida.Todavia, a inserção do compartilhamento de bens e serviços no cotidiano dos brasileiros se mostra contrária à ideia do autor. Isso se deve os benefícios desse recurso, que podem ser observados na diminuição do lixo tecnológico, na menor poluição atmosférica e no lucro evidente. Tal conjuntura é cada vez mais frequente no país e pode ser constatada por meio da popularidade dos aplicativos de aluguel e venda de eletrônicos, das viagens compartilhadas em serviços de carros particulares e dos brechós online que proporcionam um ambiente mais confortável e lucrativo aos vendedores.Dessa maneira, é evidente a necessidade de políticas de incentivo ao consumo colaborativo.
Outrossim, de acordo com o filósofo Habermas, em seu livro “A Inclusão do Outro”, incluir e amparar a todos os indivíduos deve ser compreendido como uma necessidade ética, uma prerrogativa para o bom convívio social.Indubitavelmente, a economia colaborativa, no Brasil contemporâneo, apresenta-se como um mecanismo de inclusão, em consonância ao escritor. Essa realidade é possível devido à facilidade e barateamento do acesso a certos recursos, o que diminui o inchaço da máquina pública e cria melhores opções para os clientes. Tal cenário pode ser exemplificado pelas viagens de carro compartilhadas em aplicativos que por vezes são mais baratas e confortáveis , que se tornam uma alternativa ao transporte público. Dessa forma, é imprescindível o investimento nesse artifício.
Urge, portanto, que medidas sejam inseridas a fim de ajudar a economia colaborativa. Nesse sentido, o Estado deve criar uma campanha informativa acerca desse recurso, especificando os benefícios e demonstrando as maneiras de incluí-lo no cotidiano da sociedade. Essa divulgação deve ocorrer nos sites governamentais e na televisão aberta, em horário nobre, como forma de educação financeira da população. Além disso, o Poder Legislativo deve criar uma lei que estimule o consumo colaborativo no setor produtivo por meio da promoção de isenções fiscais às empresas que utilizem desse mecanismo. Com isso, será possível incluir e amparar a todos, como proposto por Habermas.