É imprescindível o combate à cultura do estupro
Enviada em 19/11/2020
No período colonial, os portugueses chegaram ao Brasil e estupraram as índias, e mais adiante, as escravas também foram violentadas pelos senhores. As mulheres são inferiorizada desde a Grécia antiga, e até mesmo dentro do cristianismo, o qual supõe que a mulher é a culpada pelo pecado original. O papel da mulher na sociedade patriarcal era apenas a procriação e serviços domésticos, com isso a mulher tornou-se objeto sexual e submissa ao homem.
No final do século XIX , o movimento feminista torna-se porta voz contra a cultura do estupro, porém, é vergonhoso que somente em 2009 as leis tenham sido alteradas para um crime contra a dignidade e liberdade sexual da vítima. Tendo em vista que, anteriormente era descrita como um ataque ao homem, pai ou marido, que tivesse sua integridade moral afrontada pelo crime sexual sofrido pela mulher.
Porém, mesmo com as leis instaladas no Brasil, segundo o IPEA , apenas 10% das mulheres denunciam os casos de estupros. E isso, de certa forma, é resultado da imputação da culpa do ato ser da própria vitima, e ao mesmo tempo a vitimização do estuprador. Visando que, as frases machistas do tipo “ Ela estava de roupa curta, então procurou” “ Estava sozinha na rua a noite porque quis” associa a vitima como a culpada pelo ato sofrido. A cultura do estupro não equivale somente ao estupro em sí, mas uma pirâmide de situações e ocorrências, da qual ele seria o topo, seguido abaixo por outros casos, como o assédio sexual, a violência doméstica, a objetificação da mulher, entre outras questões em que o sexo feminino seja colocado como submisso.
Com isso, é necessário que novas leis sejam criadas e aplicadas severamente. O acesso a denuncia deve ser facilitado para todos, pois, crianças também sofrem abusos, mas não tem o discernimento da denuncia. A educação é fundamental, em casa e nas escolas, as crianças devem aprender pelos seus pais e professores à respeitar o próximo e ter consciência sobre a igualdade de gêneros. Campanhas publicitarias com efeito de conscientização é viável, tendo em vista que, a mídia participa da influência na sociedade. Independentemente da situação, violência é crime, não há motivo ou justificativa, qualquer ato dessa índole deve repudiado e denunciado. A vítima nunca é culpada, culpado é aquele que comete o ato violento contra a integridade física ou mental do outro.