É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 29/03/2020
O livro “O Ano em que Trafiquei Mulheres”, de Antônio Salas, retrata um jornalista que durante o periodo de apuração,passou-se por traficante de mulheres, convivendo e negociando com outros traficantes.A obra desnuda o truncado e complexo mercado da exploração sexual, decorrido do tráfico humano, que, na atualidade, usa a vulnerabilidade das pessoas para nutrir-se, assim como tráfico de órgãos no Brasil.
Em primeira análise,Karl Marx,filósofo e sociólogo alemão,no século XIX,dizia que no âmbito do capitalismo tudo é mercadoria.Em pleno século XXI,a frase concretiza-se ao focar no tráfico de pessoas,que gera 32 bilhões de dólares no mundo,todos os anos,segundo a ONU (Organização das Naçoes Unidas).A vulnerabilidade das pessoas,em sua maioria,mais pobres,faz com que facilite o trabalho dos traficantes.Em relação as mulheres,o número é ainda mais exorbitante,sendo 85% dos casos de tráfico e todas com a mesma proposta de melhoria de vida,mas que levam à exploração sexual.Um exemplo é o caso de uma menina de São Paulo que teve a proposta de ser modelo,mas foi explorada na Índia,com apenas 16 anos.
Além disso, a doação de órgãos é outro mercado abastecido pelo tráfico de pessoas. Segundo a Polícia Federal, o tráfico de órgãos afeta mais de 20 milhões de pessoas e movimenta cerca de 7 a 12 millhões de dólares a cada ano.O ato dificulta a vida de quem precisa de uma doação no Brasil e o transforma no quinto país do mundo que mais tráfica órgãos.Um exemplo exemplo são refugiados que, em uma situação precária, estão dispostos a vender os rins, por exemplo, para financiar travessias ao Brasil.
Portanto,o tráfico humano é hediondo, visto que, são pessoas que vendem pessoas, como mercadorias.Por isso, é dever da mídia, como principal difusor de informações, fazer campanhas através de redes sociais para melhorar o entendimento das pessoas sobre o assunto.Além disso, que o Ministério da Segurança,como principal órgão, faça fiscalizações em aeroportos e estradas para impedir o tráfico humano.