É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 29/10/2019

O filme “A Troca” — baseado em fatos reais de Los Angeles em 1928 — remonta o drama de uma mãe que enfrentou o sequestro do seu filho Walter. Fora do cinema, esse cenário nefasto ainda se perpetua: segundo o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), 40 mil crianças desaparecem por ano no Brasil, dessas 4 mil nunca mais são vistas. Nesse sentido, para frear o persistente tráfico humano, o Poder Público deve atuar mais eficientemente na fragilidade de crianças e de adolescentes, bem como na complicada dimensão continental da nação.

Em primeira análise, é necessário destacar a extrema vulnerabilidade infantojuvenil, inclusive, reconhecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Na série estadunidense “The leftovers”, 2% da população desaparece por motivos sobrenaturais. Fora da ficção, a maioria dos sumiços é defluente do roubo de órgãos e do tráfico sexual. Além disso, a população mais lesada por esse hediondo crime são crianças e jovens, os quais envolvidos, frequentemente, por falsas promessas são raptados, escravizados e, até, assassinados. Em vista disso, esforços inadiáveis são preponderantes para assistir e para orientar esse grupo tão suscetível a atos maléficos.

Outrossim, decerto é evidente a complexidade brasileira no combate do tráfico de pessoas ao deparar-se com as numerosas fronteiras existentes. A esse respeito, a insegurança fronteiriça do país parece intransponível, sobretudo ao constatar as nove Tríplices Fronteiras do Brasil — onde ocorrem os mais intensos fluxos de pessoas. Contudo, o “Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas” (Sicride) do Paraná, somente em 2017, solucionou 99,5% dos casos, com eficiência reconhecida pela Interpol. Destarte, é fato que a terrível problemática pode ser remediada, desde que com equipes capacitadas difundidas pelo território.

Impende, portanto, que o nocivo comércio ilegal de humanos deve ser reprimido de forma mais absoluta. Com isso, cabe à Secretaria de Proteção Global, do MDH, propagar campanhas preventivas — de modo a informas riscos, alertar a comunidade e apelar para denúncias. E deve agir por meio das redes sociais, com o fito de instruir e de melhorar a segurança da infância e da juventude. Ademais, o Ministério da Justiça deve criar delegacias especializadas, como o Sicride, por todo o país. Assim, mais casos, como os propalados pelo MDH, serão resolvidos e mitigados.