É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 17/10/2019

Durante o Período Colonial brasileiro, o tráfico negreiro configurou-se como uma prática comercial amplamente utilizada pelos colonizadores, pois oferecia mão de obra escrava, que visava unicamente o lucro. Atualmente, mesmo após séculos, o tráfico humano ainda é uma realidade mundial que abrange não só a exploração sexual, como também a escravização e o contrabando de órgãos. Dessa maneira, é imprescindível o combate de tal prática, visto que, contraria os direitos básicos e inalienáveis pertencentes à todo e qualquer  ser humano.

Em síntese, o conhecimento evita a banalização. Concomitantemente, existem diversos fatores que possibilitam a ocorrência do tráfico de pessoas, tais como: falsos anúncios espalhados pela internet e redes sociais, além de ofertas “milagrosas” por melhores condições de vida e trabalho, que prometem reduzir a desigualdade social presente no meio. Por consequência, cerca de 32 bilhões de dólares são arrecadados em detrimento do tráfico de pessoas mundialmente, ao passo que, 85% do lucro provêm da exploração sexual, segundo os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), de modo a reafirmar a necessidade de se combater tal ação, haja vista seu retardo no desenvolvimento humano, com o uso primordial do conhecimento e da informação.

Ademais, o corpo não deve ser sinônimo de lucro. Eventualmente, Bertrand Russel - filósofo e lógico - entendia que, o mundo torna-se a cada dia mais parecido com aquele de Maquiavel, onde os fins justificam os meios. Dessa forma, a busca pelo lucro a qualquer custo é o fator determinante para a permanência do impasse, uma vez que resulta no tráfico humano, que  por sua vez, afeta diretamente em outros aspectos na vida da vítima. Nesse sentido, a escravização, seja ela sexual ou trabalhista, resulta em danos psicológicos e físicos, no tráfico de órgãos e pode até mesmo levar a morte. Sob esse aspecto, cabe pontuar a atual renda de tal atividade ilegal, que tornou-se a 3º  mais lucrativa do mundo, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT),  ao passo que, consolida tal imbróglio como inadmissível e urge por soluções eficientes e imediatas que erradiquem a prática do cenário global.

A questão do tráfico de pessoas é, portanto, produto das disparidades sociais aliadas à ausência de informações e alertas acerca do assunto, que por consequência dificultam seu combate. Desse modo, a Polícia Federal responsável pelos principais países vítimas do contrabando humano, devem elaborar ações conscientizantes, por meio de palestras e uma ouvidoria online, com o apoio dos Governos locais , a fim de proporcionar todas as informações necessárias para evitar armadilhas virtuais, além de facilitar sua denúncia através da ouvidoria, de modo a reduzir o número de vítimas em potencial. Logo, tais práticas devem reduzir o impasse, e eventualmente torná-lo uma realidade apenas no Período Colonial.