Diversidade de gênero em questão no Brasil
Enviada em 04/04/2020
No Brasil contemporâneo, a probabilidade de existirem casos de discriminação estrutural ou sistemática provoca altos índices de homicídios e casos de estupro, devido ao preconceito acerca da identidade de gênero e da orientação sexual. Nesse viés, os grupos “LGBT”, buscam maior aceitação nas relações não tradicionais, aquelas conhecidas como, não heterossexuais. Segundo a série da Netflix, “Sex Education”, um dos personagens principais, Adam Groff, classifica-se como “heterossexual” pelo medo de ser humilhado, assediado e desrespeitado pela escola. Logo, seu pai trata-o mal por não ser um aluno utópico, colocando-o em uma Escola Militar para “aprender a ser homem”.
Primordialmente, a sociedade em si é preconceituosa, quando não enxerga no outro a própria imagem ou, como comentado, a orientação sexual “viável” ou “ não confusa”. A maioria das pessoas “LGBT” buscam esconder seu modo de vestir, falar e até de se relacionar pelo medo de serem vítimas de estupro coletivo e corretivo, em que mulheres lésbicas são os alvos principais. Segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), havia uma pesquisa acerca da quantidade de mortes do grupo “LGBT”, em 2017 com 445 homicídios e em 2018, com 320 homicídios e 100 suicídios. Logo, a LGBTfobia é crime e mata a cada 23 horas, dado registrado em maio de 2019.
Outrossim, os aspectos sociais e culturais vêm à tona quando a criança inicia os anos de estudo, pois ainda está criando a ideia do igual e diferente. No entanto, a maioria dos pais juntamente com algumas escolas, preferem que as crianças não tenham conhecimento sobre diversidade de gênero e sexualidade, pois é como ensinar a “virar gay”. Logo, discutir sobre gênero é uma forma de entender como funcionam os níveis de relacionamento entre o feminino e o masculino, e que sem isso, surgirão as desigualdades.
Portanto, o Ministério da Educação, deve conversar com as escolas para que estas promovam reuniões com os pais dos alunos matriculados, sobre diversidade de gênero no Brasil. Devem mostrar que existe e é uma realidade concreta que merece respeito e tolerância. O Estado junto do Ministério da Cultura deve promover propagandas acerca da importância do “Disque 100”, um serviço de denúncias e proteção contra a violação dos direitos humanos. As famílias devem procurar entender a diversidade humana e tratar com respeito, amor e carinho.