Diversidade de gênero em questão no Brasil

Enviada em 24/10/2019

Mesmo que a sociedade brasileira, hodiernamente, viva em plena democracia, é iminente que nem todos tem sua liberdade de expressão garantida, já que, a diversidade de gênero é estagnada pelo medo do preconceito e da intolerância que este gera. Ademais, segundo Foucault, a compreensão da sexualidade – da qual é diversa – e suas relações sociais, requerem discussão, ou seja, a falta de debate sobre tal assunto e, consequentemente, a ignorância da população, são os principais fatores para a marginalização da comunidade LGBT.

Primordialmente, o fato de que ainda é um tabu falar sobre essa pluralidade, é um reflexo de uma sociedade majoritariamente cristã, em que muitos de seus dogmas são de cunho intolerante, o que, por sua vez, gera diálogos escassos ou até mesmo inexistentes sobre esse assunto. Não obstante a isso, Sócrates, criador da dialética, demonstra a importância do pleito para sociedade, pois através deste, põe-se a perceber uma população de pensamentos e escolhas heterogêneas.

Isto posto, a ignorância produzida pela falta de informação, repercute na comunidade gay e transgênero como segregação destes em atividades que seriam habituais, como trabalho, do qual as oportunidades oferecidas são quase nulas; na escola, local onde há grande recorrência de bullying, portanto, muitos acabam abandonando os estudos e no lazer, do qual, intimidados pela sociedade, aos poucos, deixam de frequentar lugares públicos. Visto isso, a série de televisão “Segunda Chamada”, exemplifica essa disparidade com a personagem Natasha, uma travesti que luta para poder estudar.

Em síntese, é mister que o Estado juntamente das escolas e da população, tomem providências para melhorar este quadro atual. Para isso, cabe ao Ministério da Educação implementar uma carga horária no portfólio escolar, destinada a discussão, sob a presença de um profissional, referente a assuntos contemporâneos, como a diversidade de gênero, para que preconceitos e dúvidas sejam sanados. Urge também, as escolas, através de palestras e reuniões dirigidas aos responsáveis, informatizar e incentivar conversas em casa, pois é garantido pelo Artigo 5º da Constituição, a liberdade de escolha e a educação é o meio para vigorar isso, já que como disse Imamnual Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”.