Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 26/11/2024
Sabe-se que o Sistema Único de Saúde (SUS), é modelo para diversos países para implantação/ criação de políticas públicas de saúde. Considerando que o SUS, garante o acesso a saúde para todos os cidadãos, indiferente de raça, genero ou credo, basta estar em território nacional. Sabe-se também, que apesar de todos terem direito a saúde, algo previsto em constituição, grande parte da população, tem dificuldade de acesso, assim como o elucidado no texto acima que a Zona Sul de São Paulo, tem 881 vezes mais leitos que a Zona Norte, também é possível observar este evento, para equipamentos de Ressonância Magnética, no qual a capital Paulista, detém o maior número de equipamentos do país enquanto algumas centenas de municípios, necessitam remover seus pacientes por quilômetros de distância para realização do exame e por muitas vezes aguardar meses para realização deste, devido ao baixo número de exames disponibilizado pelo SUS. Não é incomum, as mídias noticiarem que “paciente aguardou 5 anos para realização de ressonância, quando chegou sua vez, já havia falecido”. Além da baixa oferta, outro fato que chama atenção, é quanto a concentração dos serviços de saúde especializados, que por muitas vezes, estão disponíveis apenas nas Capitais e grandes metrópoles, fazendo com que o cidadão se desloque por horas para ter acesso aos tratamentos, dificultando o acesso a população e também promovendo longos períodos de espera. Resultando em atraso no inicio dos tratamentos, agravamento do quadro clínico e por muitas vezes, abandono do tratamento ou até óbito do paciente. Sabe-se que o maior número de recursos está relacionado a locais com melhores condições socio-econômicas, gestores públicos e nós profissionais da saúde, necessitamos desenvolver políticas públicas pensando em ampliar e garantir o acesso aos serviços de saúde da população menos favorecida, só assim será garantido o direto de acesso a saúde de todos os cidadãos.