Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 30/10/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o direito à saúde no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização do livro de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos na esfera social, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Primeiramente, é essencial pontuar que essa dificuldade deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o SUS( Sistema Único de Saúde) encontra-se em péssimo estado, com enormes filas de espera, falta de equipamentos e materiais para o cuidado básico dos pacientes, essa junção de problemas é reflexo de uma política de gestão mal elaborada. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o número de dependentes do SUS, como promotor do problema. Segundo o site Terra, o Brasil é o único país no mundo que dispõe de um sistema de saúde público com mais de 100 milhões de habitantes. Partindo desse pressuposto, fica inviável disponibilizar atendimento a todos sem um prévio plano de organização, ademais, a infraestrutura do sistema se encontra em situação de calamidade e tudo indica que os órgãos competentes fazem vista grossa sobre essa realidade, e a população cada vez mais mergulha em um mar de desigualdade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho e contribui para a perpetuação desse quadro crítico.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Dessa forma, com o intuito de amenizar os problemas relacionados ao SUS, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertida em maiores investimentos, em áreas estratégicas de atendimentos e assim contornar a curto prazo as mazelas que o sistema contém, e a médio e longo prazo, fazer parceria com o sistema de capital privado e buscar investimentos para serem aplicados na infraestrutura. Desse modo, atenuar-se-á, em curto, médio e longo prazo, o impacto nocivo dessa adversidade na sociedade, e a coletividade alcançará a Utopia de More.