Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 16/09/2020

Na série “Sob Pressão”, produzida pela Globo, são retratadas as problemáticas envolvendo o cotidiano de profissionais da saúde. A partir disso, há uma exposição das condições em que os hospitais se encontram e da dificuldade dos pacientes de conseguirem acesso a esse local. Fora da perspectiva cinematográfica, atualmente, são inúmeros os empecilhos para o pleno direito à saúde no Brasil e ao comparar com outros países é notável a discrepância. Desse modo, a falta de médicos no meio hospitalar e as longas distâncias enfrentadas para chegar a uma unidade de pronto atendimento evidenciam a precária situação da saúde pública brasileira.

Mormente, é imprescindível salientar que há uma insuficiência de profissionais da saúde no Brasil, e isso compromete o total funcionamento desse serviço. Nesse sentido, segundo o Conselho Federal de Medicina, existe 1 médico para cada 470 habitantes no Brasil, e esse número é ainda maior nas regiões Norte e Nordeste do país. Dessa forma, uma parcela da população é diretamente prejudicada por tal déficit, uma vez que, o pleno atendimento é impossibilitado, sobrecarregando os profissionais presentes. Contudo, em contrapartida, é notável a discrepância entre as classes, devido à facilidade de acesso à saúde de qualidade por indivíduos com renda alta.

Em segunda análise, é importante salientar que outra problemática relacionada ao tema é o longo trajeto percorrido por pacientes para serem atendidos. Nesse sentido, observa-se a incompatibilidade da real situação dos brasileiros com o Artigo quinto da Constituição Federal de 1988, que defende o direito à saúde pública. Desse modo, os pacientes que necessitam percorrer grandes distâncias demonstram a negligência governamental, que restringem o acesso à saúde a cidades com maior concentração de pessoas. Assim, excluindo diversos municípios e sendo ineficaz ao desenvolver programas de transporte intermunicipais e interestaduais, firmando a necessidade da procura por redes privadas de saúde.

Como se vê, é preciso aumentar o número de médicos nos hospitais e solucionar o problema de deslocamento das pessoas para a resolução dos impasses citados anteriormente. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, instância responsável pela saúde no Brasil, desenvolver um programa de auxílio aos estudantes que escolherem cursar medicina. Executando-o por meio de plataformas digitais, local de grande concentração de jovens, resultando num maior número de estudantes de medicina nas universidades. Além disso, é de responsabilidade do Poder Legislativo, parte do governo que elabora leis, desenvolver uma para a implantação de veículos específicos nos hospitais, para o transporte de pacientes de maneira rápida, com o intuito de tornar esse sistema mais ágil.