Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 09/08/2020
É fato que, abrangendo uma das maiores populações no mundo, o governo brasileiro se sobressai com a atitude honrosa de fornecer acesso a um sistema de saúde publico para todas as classes sociais. Teoricamente, o Sistema Único de Saúde (SUS) deveria beneficiar a população de forma abrangente, chegando às camadas menos favorecidas, contudo, na prática, esse sistema é falho. Tal personificação é vista na diferença, por regionalidade, de falta de leitos de UTI no Brasil, por exemplo. Grande parte das classes menos favorecidas, sofrem esses impactos mais a fundo, comprometendo a vida de pacientes e de seus familiares. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos que forneçam uma gestão publica realista, entregue a urgência de áreas mais afetadas.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que o sistema público de saúde do Brasil (SUS) é um requisito fornecido por poucos países que possuem populações com mais de 100 milhões de pessoas, segundo dados expostos no site MudaMais. Essa realidade proporciona o acesso teórico às massas populares e menos favorecidas do país, porém, dada a discrepância do sistema econômico de regiões como sudeste e nordeste, o governo demonstra sua incapacidade de suprir a demanda de atendimento hospitalar por falta de planejamento envoltos de distribuição de verbas públicas, recursos e investimentos em obras hospitalares. Esse cenário conturbado coloca em risco a vida de pessoas realmente necessitadas e sem condições de pagar por tratamentos privados de saúde, ainda mais quando estes se encontram fora de suas áreas habitacionais.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a Constituição Brasileira garante o direito a saúde a toda população e a precariedade na gestão, torna o sistema falho ao ponto de cidadãos torcerem para não ficarem doentes e precisarem recorrer ao SUS. O problema é que vivemos em um país onde, por exemplo, a população é sedentária, por conseguinte distúrbios como a obesidade somados a hipertensão e diabetes, que afetam 52% da população, segundo dados fornecidos pelo médico Drauzio Varella, sobrecarregam o sistema público como resultado de serem tratamentos com custos altíssimos.
Infere-se, portanto, que uma das maneiras para melhorar a precariedade de gestão a saúde pública seria o Governo, por meio de verbas públicas bem gerenciadas, promover campanhas de prevenção a saúde, incentivando hábitos saudáveis pela população e ademais, investir em hospitais a regiões menos favorecidas e com altos índices de doentes, promovendo, assim o equilíbrio entre os direitos individuais e coletivos em um sistema de saúde viável e equânime.