Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 13/07/2020
O direito a saúde publica é previsto por lei a todo cidadão brasileiro, porém ao sair do papel e analisar a prática, diversos são os problemas e falhas nessa estrutura. A má distribuição de verbas e de médicos, precarização na estrutura de hospitais e a falta de matérias hospitalares são algumas das dificuldades diárias do sistema de saúde.
O Sistema Único de Saúde, conhecido como SUS, é um direito de todo brasileiro, independente de sua classe social. A carência de investimento no setor de saúde publica é a principal dificuldade enfrentada, o cidadão acaba arcando com um atendimento precário, com a falta de matérias necessários para o diagnostico e o tratamento, o que acarreta na demora exacerbada em muitos procedimentos que necessitariam de urgência.
Outrossim, a demanda de profissionais não segue uma equidade mediante as necessidades de cada Estado brasileiro. A defasagem de médicos, unida a falta de especialização agrava ainda mais o cenário de saúde pública. As regiões Norte e Nordeste, assim como as periferias, são exemplos do descaso com a necessidade básica dos cidadãos. Esse é um reflexo claro da desigualdade social, assemelhando-se aos estudos de Karl Marx, sociólogo responsável pela criação do entendimento da luta de classes, onde é abordada a exploração do proletariado dependente de estruturadas precárias para tender suas necessidades básicas, enquanto o detentor de capital pode arcar com os custos de uma saúde privada.
Portanto, torna-se necessário que o poder Legislativo brasileiro, responsável pela criação de leis se una ao Judiciário, regulador da execução de tais, garantindo que a distribuição de verbas que atendam os setores necessitados para que o direito a saúde pública no Brasil seja de fato cumprido. Assim, a situação de precarização poderá ser revertida, atendendo as necessidades da população em todo o território Brasileiro e levando ao cumprimento da Constituição.