Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2020
Muito discute, hodiernamente, sobre o direito à saúde no Brasil. Uma vez que a Constituição Federal de 1988 estabelece que a saúde é um direito de todos, contudo o mal gerenciamento e o subfinanciamento interferem nesse plano teórico. Isso mostra os principais fatores para a disparidade na saúde pública.
É importante observar que apesar do Sistema Único de Saúde (SUS) ser referência no mundo, ainda existem diversos problemas. Segundo a revista Galileu, por hora, 6 pessoas morrem por negligência médica nos hospitais brasileiros, sendo que 4 desses óbitos poderiam ser evitados. Além disso, a falta de médicos contribui para esse impasse, já que os profissionais dão preferência para atender em consultórios privados. Esses fatores evidenciam que medidas governamentais devem ser tomadas.
Essa situação se deve aos problemas de administração, com destinações inadequadas de equipamentos, como aconteceu no Maranhão, que dois hospitais receberam equipamentos sem necessidade, e superlotação, por falta de estrutura e distribuição correta. Certamente o problema vai muito além da falta de verba, que também é um fator, tendo em vista que de 2014 a 2020 o valor investido passou de 595 a 555 reais por pessoa. Mostra-se, assim, que faz-se necessário a fiscalização em cima disso.
Diante do exposto, portanto, é necessário que o Ministério da Saúde invista na melhoria das condições de trabalho, com o intuito de contratar mais médicos para atender a demanda de pacientes e diminuir a superlotação nos hospitais. Ademais, é fundamental que haja fiscalização acerca da administração, para que não ocorra distribuições incorretas e perdas. Com isso, espera-se que o número de mortes por negligência médica diminua e a saúde volte a ser um direito de todos.