Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 07/04/2020
No artigo 25 da declaração universal dos direitos humanos, proclamada pela ONU, todo indivíduo tem direito a condições básicas de subsistência, principalmente o acesso à saúde de qualidade. Contrariamente, no Brasil, esse direito não é respeitado de forma que boa parte da população não tem acesso a cuidados básicos. Assim, esse problema é um reflexo da precariedade dos hospitais brasileiros e a dificuldade de acesso da população a médicos, principalmente moradores de regiões afastadas de grandes centros urbanos.
Isto é, a precariedade dos hospitais se dá pela falta de serviços básicos, cuidados superficiais e superlotação que vem causando a falta de leitos no país. Segundo Ciro Leite Mendes, diretor-presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), mesmo com o aumento do número de leitos de UTI nos últimos oito anos, somando 5,7 mil unidades, a quantidade ainda é insuficiente. Fazendo com que, muitas pessoas não se vejam amparadas pelo sistema público de saúde.
Na sequência, cidades mais afastadas de grandes capitais, além da precariedade do sistema público de saúde, enfrentam a falta de médicos para atendimento e pequenos procedimentos. Em geral, 55,1% dos médicos estão nas metrópoles, onde vive somente 23,8% de toda a população nacional. Isto é, nas cidades interioranas onde se concentram majoritariamente a população brasileira, 72,2% dos indivíduos ficam desassistidos.
Com isso, tem se a ruptura dos direitos básicos expressados pela ONU, qual o Brasil é signatário .Como pode se ver, se faz necessário um maior empenho do Estado aliado com órgãos competentes como o ministério da saúde, para ampliação de programas vigentes como o Mais Médicos, que busca acrescentar médicos nessas comunidades. Além disso, a conscientização dentro das universidades de medicina sobre o tema devem ser incentivadas para que exista um movimento espontâneo desses recém formandos. Assim, o Brasil dará mais um passo rumo à equidade.