Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 04/04/2020
Durante a República Velha era comumente ocorrer revoltas. Dentre estas, a Revolta da Vacina foi o marco principal para a discussão de saúde de toda a população brasileira, pois primordialmente, o atendimento médico apenas se consolidava para classes médias e altas. Oswaldo Cruz, um importante sanitarista, eclodiu nas camadas marginalizadas da sociedade (em geral, recém ex-escravos), para o combate das doenças impostas pela falta de saneamento básico. Porém, com o histórico de maus cuidados postos em mente, devido aos seus senhores, resultou a ideia de que as vacinas iriam adoecê-los física e mentalmente. Nesse contexto, a raiz histórica dos médicos pela atração ao pagamento das consultas particulares aliado com a mesma raiz histórica da população carente de saber, é indubitável, comprovar se a prática ao direito à saúde está presente nos dias de hoje.
Antes de mais nada, os estudos médicos foram iniciados por Da Vinci, em que, o acesso era permitido somente às camadas mais altas da pirâmide estamental. Porém, a Medicina foi um tanto prestigiada na sociedade em prol dos “selecionados” para o apto, tornando-a fonte de busca de pessoas enfermas a qualquer custo. Ademais de acordo com a Biologia, o medo é natural do ser humano como forma de defesa para manter-se vivo e saudável, por esse motivo, os profissionais tornaram-se ambiciosos por meio da demanda. Na 16ª temporada de “Grey’s Anatomy” é exibido que, nos Estados Unidos, os ricos vivem 15 anos a mais do que os de baixa renda e a falta de assistência para cidadãos dependentes do Estado é grande, portanto, a saúde, ainda hoje, continua como um objeto comercializado.
Entretanto, na Constituição Federal de 1988, é dito que todos têm direito ao acesso a assistência médica e é dever do Estado fornecer meios para o cumprimento da Lei. Apesar de que cidadãos retomam o impulso de movimentos contra a ida aos médicos e proíbem a assistência cedida de residência a residência, seja por falta de crença nas Ciências ou por acharem formas não laboratoriais mais eficientes, por isso, o número de doentes eclodem. De acordo com o jornal G1.com, há mais leitos ocupados em regiões carentes em razão daqueles que tiveram uma boa oportunidade educacional. Pois, como cita, o filósofo Paulo Freire: “Educação muda as pessoas e pessoas mudam o mundo”.
Em suma, é mister que haja fissuras nas raízes históricas para se adequar ao momento atual. O Ministério da Saúde em parceria com empresas privadas de administração e de publicidade devem promover em hospitais comunicados imperativos e editoriais de residências médicas em jornais e redes sociais. Com enfoque na prática de atendimentos para a população carente e de forma a capturar o linguajar mais acessível perante todos para apresentar os malefícios de quem é contra a saúde e a importância desta para garantia de um país bem desenvolvido e com uma sociedade mais justa.