Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 15/03/2020

A partir da integração da família portuguesa no Brasil, desenvolveu-se investimentos sobre a saúde, em que somente se beneficiava a corte. Do mesmo modo, na Era Vargas, apenas os trabalhadores possuíam direito à saúde pública. Todavia, a origem do Sistema Único de Saúde proporcionou livre tratamento de enfermidades para a população, mesmo que a falta de recursos não seja proporcional à quantidade de indivíduos. Ademais, boicotes de serviços de programas de saúde privados sobrecarregam ainda mais o SUS, enquanto negligenciam a própria dívida.

De acordo com o site “muda mais”, o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que possui um sistema de saúde público, entretanto, a falta de recursos precariza o setor, sendo impossível alcançar a universalidade sem prejuízos. Por exemplo, em São Paulo, existem apenas 2,99 leitos para cada 1000 pessoas e, nesse sentido, a melhor medida pública é a prevenção, para que o sistema público consiga tratar poucos doentes e o máximo de brasileiros.

Além disso, conforme o jornal Folha UOL, programas de saúde privados possuem aproximadamente 1,6 bilhões de dívidas com o SUS. Isso acontece por não oferecerem os serviços prometidos e, no final, o paciente é enviado para o funcionamento público. Para tanto, o SUS se transforma em meio de lucro para poucos, enquanto fica desvalorizado em questões de investimento e, consequentemente, aumenta riscos para a sociedade.

Portanto, políticas públicas são necessárias para estabelecer maior equilíbrio na saúde pública do Brasil. Através do Ministério da Saúde, seja elaborado um projeto de aumento na prevenção de doenças, elevando o número de vacinas e profissionais que façam checagem, além de fazer palestras sobre a importância de lavar as mãos e da prevenção de enfermidades, para que não seja necessário remediar. Ademais, o Ministério da Justiça deve reivindicar todas as dívidas que envolvem o SUS e assegurar o envio de verbas para o sistema. Desse modo, os brasileiros terão direito à saúde, diferentemente do período monárquico e Era Vargas.