Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/10/2019
Em 1968, o compositor Chico Buarque lançou a canção “Roda viva”. Nela vê-se que o eu lírico realça o desejo coletivo de ter “voz ativa”, diante das mazelas sociais que assolam o país. Contudo, pontua-se que tal anseio vem sendo progressivamente reduzido em parte da população , o que tem permitido problemas como o dilema da doação de órgãos no Brasil. Nesse prisma, é importante analisar as questões de investimento financeiro e fiscalizações para resolver esse impasse.
De antemão, percebe-se que o poder público se mostra negligente ao não garantir doadores de órgãos. Isso porque, existe uma deficiência no processo de investimento financeiro, uma vez que falta uma aplicação para o recurso de doadores, para que se tenham mais órgãos para as pessoas necessitadas de transplantes, assim, não houverá consequências futuras na vida do paciente. Logo, verifica-se que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos, demostrando, dessa forma, a ruptura no contrato social teorizado pelo filósofo Jean-jacques Rousseau.
Além disso, enfatiza-se que a massificação social diante do dilema da doação de órgãos é naturalizar o mal. No entanto, alguns brasileiros não têm se mobilizado em prol das doações, visto que falta mais fiscalizações nos hospitais, para que contratem fiscais para fazer os monitoramentos de cada órgão que seja doado, assim, os planejamentos feitos pelos hospitais sejam qualificados e tenham êxito. Esse fato, vem a comprovar os estudos da filosofa Hannah Arendt, já que, em virtude de um processo de massificação social, as pessoas estão perdendo a capacidade de discernir o certo do errado.
Convém, portanto, ressaltar que o dilema da doação de órgãos deve ser superada. Logo, é necessário exigir do estado, mediante em audiências públicas que não falte investimento financeiro, para que não aja problemas no futuro na vida do paciente que esteja recebendo o órgão. Ademais, é fundamental informar através de organizações não governamentais que não falte fiscalizações nos hospitais, a fim de que não ocorra nenhum erro no monitoramento do órgão do doador. Desse modo, o eu lírico do Chico Buarque seria possível a sociedade ter “Voz ativa”.