Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/10/2019
Greys Anatomy é uma série americana onde apresenta o cotidiano de médicos e residentes do hospital Seattle Grace, em um de seus episódio é apresentado o personagem Danny Duquete, um paciente na lista de espera para receber uma doação de coração, e com o passar da temporada, é retratado como ele quase perde sua vida antes que conseguir seu transplante, e as medidas desesperadas que ele precisa tomar para consegui-lo. Fora da ficção, contudo, a realidade não se apresenta ao todo diferente, pois, no Brasil, há muitos pacientes na fila para se conseguir uma doação de órgão. Nesse viés, é necessário a discussão a cerca de suas causas, consequências e possível solução para o dilema de tal problemática.
Primeiramente, é fulcral pontuar o emocional familiar como uma das barreiras para a doação de órgãos. De tal forma que, de acordo com a lei sobre doação de órgãos de 1997, a doação só poderá ocorrer com o consentimento familiar. Ou seja, quando é feito um diagnóstico que indica morte cerebral, nesse momento, fica a cargo dos parentes decidir a finalidade dos órgãos do paciente, e alguns fatores como a religião e a esperança de que o parente possa ressuscitar, tem grande influência na tomada da decisão. Sob tal óptica, é imprescindível que os familiares saibam, na hora da decisão, a importância que aqueles órgãos pode ter para a vida de outros pacientes, assim como o destino deles se não forem doados.
Por conseguinte, a falta de doações pode acarretar em uma longa fila de espera, e esse tempo pode ser determinante para a vida de muitas pessoas e seus familiares. De maneira que, quando um paciente tem o diagnóstico que insiste em um transplante, ele automaticamente irá para a fila de espera. Portanto, se não houver doador, a fila de espera ficará estagnada e aumentará com o passar do tempo, colocando em risco a vida de muitas pessoas. Desta forma, é nocivo que a população, por motivos diversos, se recusem a doação, visto que muitos são os pacientes que podem vir a óbito antes que chegue sua vez de receber o transplante.
Em suma, é evidente a discussão sobre a doação de órgãos, para que esse deixe de ser um problema social. Nesse sentido, fica a cargo do Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da educação a promoção de publicidades informando sobre a importância de ser um doador, através de propagandas televisionadas e cartazes distribuídos nas comunidades, em que será exposto o destino dos órgãos se não forem doados e os benefícios para a sociedade se forem doados, com o intuito de conscientizar o corpo social sobre o assunto. Assim, com o passar do tempo, é esperado que as filas de espera para transplantes se tornem cada vez menor, e menos vidas serão perdidas.