Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/10/2019

O filme “Sete Vidas”, em que o protagonista é interpretado pelo ator Will Smith, retrata a história de um homem o qual salva a vida de outras pessoas doando seus órgãos. Entretanto, no Brasil, atitudes como essa não são frequentes. Nessa perspectiva, ao se abordar o dilema para a doação de órgãos, convém analisar tanto a falta de infraestrutura hospitalar, quanto a resistência dos familiares em permitir a doação como fomentadores do cenário atual brasileiro. Logo, é fundamental uma discussão para que esses entraves sejam combatidos.

Primeiramente, é importante notar a falta de aparato hospitalar para a efetuação de transplantes de órgãos. Tal realidade pode ser observada segundo dados da ABTO (Associação brasileira de Transplante de Órgãos), a qual afirma que o Brasil desperdiça quase 50% dos órgãos aptos a serem doados devido a falha na infraestrutra dos hospitais. Por conseguinte, individuos morrem na espera de transplante. Desse modo, é notório analisar que esse dilema para a doação de órgãos ocorrer de forma mais efetiva necessita ser resolvido.

Ademais, é válido observar a resistência dos familiares em doar os órgãos dos seus entes queridos que faleceram. Nesse sentido, nota-se as crenças familiares como fomentadoras desse cenário de resistência em aumentar o número de transplantes no país. Concomitante a isso, o site informativo Estadão refuta essa realidade através de dados informativos os quais relatam que 50% dos familiares de pessoas que falecem e tem órgãos aptos para doação não são doados devido a não permissão da família. Dessa maneira, a doação de órgãos no país continua sendo um impasse.

Em vista do exposto, fica evidente a necessidade de combater esses dilemas que impedem a doação de órgãos no país. Para isso, cabe ao Estado melhorar a infraestrutura dos hospitais os quais realizam transplante de órgãos, por meio de aumento de verbas destinadas a esses setores, com vistas de otimizar a efetuação de transplantes no país. Ademais, compete ao Ministério da Saúde aumentar o diálogo entre os psicólogos dos hospitais com as famílias responsáveis pela doação, por meio de conversas específicas, com a finalidade de não impedir a doação por meio de crenças. Assim, o Brasil terá uma sociedade doadora de órgãos semelhante ao filme Sete Vidas.