Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/10/2019

No filme “Um ato de coragem“ a trama gira em torno de um pai que necessita de um transplante de coração para o seu filho, e por conta da falta de recursos para o procedimento toma medidas criminosas para consegui-lo. Em consoante com a ficção, hodiernamente, no Brasil percebe-se um acúmulo de indivíduos na fila de espera para obter um transplante de órgão, isso é decorrente da falta de conhecimento da nação brasileira, bem como de campanhas que incentivam a doação. Dessa forma, é crucial discutir os fatores que aumentam os desafios desse impasse e possíveis soluções para esse quadro inerte.

Em primeiro plano, cabe pontuar que, a população não possui ampla perspectiva das medidas referente à transplantação de órgãos, o que colabora para esse problema. De fato, a ausência de informações respalda os pensamentos de Sigmund Freud, uma vez que “tabu” é qualquer discussão mal vista pela sociedade e que deve ser evitada. Dessa maneira, é inadmissível que processos do transplante de órgãos sejam desconhecidos pelas pessoas, pois decorrente a isso aqueles que necessitam de tratamento mediante a vísceras serão prejudicados.

Ademais, é imperativo pontuar que, diante da ausência de campanhas que incentivam a doação esse problema permanece inatingível. Com efeito, as publicidades brasileiras estão voltadas às indústrias de bens de consumos a fim de promover a compra de produtos que enriquecem a nação. Diante disso, é de suma importância que propagandas possam ser disseminadas à saúde do povo, pois pela falta delas os indivíduos carecem de recursos para o seu bem estar. Logo, é o que está acontecendo no Brasil, onde a importância é maior no comércio do que com as vidas que vai sustenta-lo.

Em suma, a ausência de discernimento da população voltada à doação, assim como de campanhas incentivadores precisam ser melhoradas com urgência. Nessa perspectiva, o Poder Público deve encaminhar recursos financeiros ao Ministério da Saúde, para que promova publicidades informativas sobre a doação de órgãos, por meio das mídias gerais, mostrando as leis que garantem a toda população gratuidade nos transplantes e que a família é precursora da legitimidade desse método. Espera-se, com isso, conscientizar os indivíduos sobre a importância de cooperar na salvação de vidas. Dessarte, o povo brasileiro conseguirá os direitos estabelecidos pela lei 9434 de 1997, elevando a saúde dos cidadãos.