Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 28/10/2019

No contexto da Alemanha nazista da Segunda Grande Guerra Mundial,a raça julgada superior - a ariana -  podia vilipendiar de minorias com estímulo estatal,por exemplo nas pesquisas científicas nos judeus em laboratórios,onde se faziam cirurgias pioneiras como o transplante de órgãos.Nesse ínterim,após intenso avanço das técnicas cirúrgicas,na contemporaneidade é possível a doação e transplante de órgãos de maneira eficaz e segura em diversos países,em território brasileiro,todavia, essa prática encontra entraves como a escassez de campanhas,elevadas burocracias e fraca rede de saúde pública.

De fato,é incontrovertível que o sistema publicitário desse assunto de saúde pública é falho.Nesse sentido,tanto nas áreas urbanas centrais quanto nas periféricas,grande parte da população não sabe da existência dessa prática que salva vidas,prorrogando e dando sustento às extensas filas de espera por órgãos.Outrossim,em consoante com os ideias de Arthur Schopenhauer : " Os limites da visão de um indivíduo determinam seu entendimento de mundo",assim,comprova-se que as campanhas  de apoio à doação são essenciais para a mitigação dessa problemática social,pois expandem o panorama visual de potenciais doadores por meio da ampliação de seu entendimento de mundo para posteriormente prestar assistência aos enfermos.

Em paralelo,é notório que o aparato estatal brasileiro é burocrático e mal estruturado.Sob essa óptica , com a lentidão e má eficiência de diversas frentes na prática de doação de órgãos - como na coleta ,transporte e implantação - a cura dos doentes é postergada.De maneira análoga,Max Weber afirmou no século XX que a burocracia é  imprescindível para a máquina estatal,pois leva à excelência por meio da racionalidade e hierarquia,fato que não é realidade em solo brasileiro,pois as redes que conectam os setores públicos recebem ínfimos investimentos e não aperfeiçoam o serviço final,trazendo apenas danos ao tecido social e redimensionando de maneira negativa o conceito de burocracia de Weber.

É fundamental,portanto,que haja a síntese de diretrizes para solucionar esse impasse social e de saúde pública.Cabe ao Ministério das Comunicações em parceria com mídias sociais-como o facebook-expor e difundir práticas e campanhas pró doação,buscando diminuir o elevadíssimo número de candidatos por órgãos saudáveis.Paralelamente,é dever do Ministério da Saúde em união com o Ministério da Infraestrutura a potencialização do processo total de doação , desde a coleta,passando pelo transporte,até a implantação do órgão no receptor e, em paralelo, degradar paulatinamente a burocracia intrínseca da máquina pública brasileira,por meio da implementação de tecnologias,como a troca de arquivos físicos pelos arquivos digitais virtuais aspirando suavizar os danos à saúde publica.