Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/10/2019

A Doação de Órgãos é um ato que pode salvar vidas e, também, é prevista em lei na Constituição Federal Brasileira de 1988, sobre o direito à vida.Contudo, mesmo sendo uma lei, ainda há mais pessoas precisando de órgão do que doadores, seja pela falta de informação da sociedade ou dilemas de cunho pessoal. Logo, convém analisar essa problemática com fito de mitigá-la.

Antes de tudo é preciso analisar como a precariedade de informações sobre a doação de órgãos impede que a questão seja resolvida. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, mais de 40% das famílias se recusam a doar órgãos de parentes com morte cerebral e, na maior parte das vezes, os familiares não entendem como é o processo e até desconfiam da equipe médica sobre a legalidade do processo. Isso evidencia o quanto a educação sobre esse tema é ineficiente, visto que não é muito abordado na mídia e em redes sociais.

Além disso, cabe analisar que, a sociedade brasileira em sua maioria, toma decisões baseadas em dogmas e crenças. Isso é um empecilho, na hora de decidir a doação de órgãos da pessoa com morte encefálica, visto que, a família mal informada, acredita que, pelo coração estar batendo, espera por um milagre, e se recusa a realizar a doação. Assim, a religião é usada como justificativa para não doar, mesmo que a maioria das doutrinas não se posicione contra tal prática.

Fica evidente, portanto que, o obstáculo da desinformação e das crenças mal baseadas precisam ser superados pela sociedade, para que haja mais doadores. Nesse sentido, convém que o Ministério da Saúde em parceria com veículos de massa, como a televisão, internet e jornais, invistam em programas que abordem o assunto e seus procedimentos ressaltando a importância de ser um doador e desmistificando o assunto, ressaltando sempre que, segundo Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa a dignidade humana.